Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 05/01/2021

O estado do Rio de Janeiro aprovou em 2008 uma lei que proíbe o uso de celulares em suas escolas estaduais, revelando a utilização desenfreada da tecnologia entre professores e alunos. Hodiernamente, o uso excessivo das mídias digitais e smartphones persistem como um sério problema na sociedade brasileira, uma vez que tem causado séria dependência, em parcela considerável dos jovens brasileiros, posto que há como principais desafios a busca por atualização constante e o uso excessivo desde a primeira infância.

Em primeiro lugar, a geração Z, indivíduos que nasceram entre 1990 e 2010, vivenciaram um período marcado pela Revolução Tecnocientífica Informacional, no qual as informações são bombardeadas por diversos meios a todo instante. Assim, estes indivíduos passaram a criar a necessidade de estar online e atualizados, levando a utilização desenfreada da tecnologia para suprir esta necessidade.Como exemplo, a jornalista Monalisa Perrone relatou em um programa na CNN, em 2020, sobre a sua dificuldade em acompanhar as notícias, uma vez que é cobrada socialmente e precisa abusar do uso do telefone para realizar este acompanhamento, demonstrando o hábito dos indivíduos em exigir que o próximo esteja sempre online.Nesse sentido, observa-se como consequência , a nomofobia, medo de ficar sem celular, ansiedade , dependência, entre outros.

Ademais, uma pesquisa realizada pela Opinion Box, mostrou que um terço das crianças entre 4 e 6 anos têm smartphone e 87% das crianças entre 0 a 12 anos também possuem ou utilizam os celulares dos pais. Nessa perspectiva, a exposição das crianças ainda na primeira infância a aparelhos digitais pode ocasionar em diversos problemas neurológicos, insônia, sedentarismo e obesidade, entre outros,.Para exemplificar, Associação Brasileira de Pediatria divulgou que  entre os 0 e 8 anos o cérebro ainda está formando suas conexões ativas e personalidade, fazendo com que a dependência ocorra mais amplamente de acordo com a idade de exposição, sendo que quanto mais novo maior a possibilidade de vício.

Portanto, medidas são necessárias para coibir esta intempérie. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, uma vez que esta problemática configura-se como uma questão de saúde pública, proporcionar palestras e orientações por meio de escolas e mídias sociais para orientar os pais sobre como controlar a exposição de crianças e adolescentes a aparelhos digitais, com dicas sobre idade, tempo de exposição, conteúdos menos danosos, entre outros, com o objetivo de evitar a dependência entre os indivíduos. Além disso,cabe a sociedade mudar sua atitude perante a necessidade de atualização constante por meio de autocuidado em relação à horas de uso.