Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 05/01/2021
A constituição da Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como: “um estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de uma enfermidade ou doença”. Dentro dessa ótica, a dependência digital dos jovens no século XXI agride esse conceito, a partir da falta de imposição de rígidos limites. Com a globalização, cada vez mais jovens buscam, dentro das redes sociais, caminhos para se manter conectados com a sua comunidade. Contudo, o uso exagerado dessa tecnologia causa dependências físicas e mentais. Desse modo, são necessários meios para o combate dessas ações, haja vista o incentivo a prática de atividades físicas e a delimitação de uma rotina diária a esses jovens.
Em primeira análise, vale destacar que a Constituição Federal, promulgada em 1988, com base nos direitos humanos, prevê como garantia fundamental o direito ao lazer. Essa evidência tem como objetivo principal realizar plenamente a isonomia e a felicidade, e por isso, para se lutar contra os vícios do mundo online deve se buscar prazer fora dele, no mundo real. Na realidade atual, poucos adolescentes se sentem incentivados a sair de casa para praticar algum esporte, ou simplesmente, brincar com seus amigos, algo muito comum há algumas décadas. Isso acontece pela comodidade que os equipamentos eletrônicos causam, principalmente nas formas de relacionamento que podem ser criadas através dele. Como consequência desse sedentarismo, são desencadeados uma série de problemas psicológicos, que podem ser explicados do ponto de vista da ciência pela falta de hormônios que liberam a alegria através da atividade física, como a serotonina e a dopamina.
Outrossim, é importante analisar como a delimitação de horários restritos para cada atividade pode auxiliar na guerra contra a internet. No século XXI, muito se é ensinado nas instituções de ensino sobre conhecimentos técnicos, que são exigidos em concursos e vestibulares, mas pouco aplicados no cotidiano. Matérias como gestão do tempo estão muito longe de serem adicionadas a grade curricular, e por essa razão a população mais nova sofre em lidar com a tentação da tecnologia.
Deeprende-se, portanto, a relevância do combate à dependência digital entre crianças e adolescentes. Para que isso ocorra, é necessário que o Estado em conjunto com o setor privado incentive esse público à prática de atividades físicas por meio de eventos esportivos gratuitos que promovam as relações sociais entre esse público como forma de tirar a atenção do celular. Além disso, cabe as instituições de ensino mostrar a importância da gestão do tempo para alcançar os objetivos, por meio de aulas e palestras, na área de ciências humanas como forma de autoconhecimento. Dessa forma, o indíviduo tem o suficiente para alcançar o seu estado completo de saúde.