Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 05/01/2021
Desde o século XVIII, com a corrente filosófica do Iluminismo, entende-se que o ser humano está em condições de tornar esse mundo um lugar melhor. Entretanto, quando se observa a dependência digital dos jovens na contemporaneidade, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela insuficiência constitucional, seja pela passividade do governo. Diante disso, urgem analisar as causas e consequências dos fatores envolvidos a fim de elencar medidadas para atenuar tal cenário.
Mormente, é evidente que a passividade do governo esteja entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, Dessemelhante, é possível perceber que, no Brasil, o descaso do Poder Público acerca da criação de mecanismos que minimizem a dependência tecnológica no território nacional - impulsionando transformações através da educação, por exemplo - permite que tal cenário seja uma realidade contundente no país. Sob essa perspectiva, faz-se necessário a reformulação dessa postura governamental de forma urgente.
Paralelo a isso, com o intuito de conscientizar a população, o Ministério da Educação instituiu campanhas contra a dependência teconológica, visando alertar sobre os impactos negativos do uso excessivo da internet. Todavia, apesar dos avanços, o Brasil hodierno encontra um cenário preocupante no enfrentamento da dependência digital. Segundo um estudo desenvolvido pelo Governo Federal, 1 em cada 4 jovens está viciado no celular. Isso ocorre devido à banalização das consequências da dependência tecnológica por parte da sociedade brasileira. Nesse sentido, a sua redução torna-se imperiosa, sobretudo por desencadear desafios nocivos como problemas de socialização e depressão no indivíduo. Tudo isso retarda a resolução da problemática, visto que, a insuficiência constitucional contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Em suma, evidencia-se o impasse existente, concluindo-se a necessidade de conscientização da sociedade. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em paceria com o Estado, ao seguirem o ‘‘Imperativo categórico’’ de Kant - o qual assegura que o princípio da ética é agir de forma que essa ação seja uma prática universal- por meio de verba governamental, adquirida mediante empréstimos com o Banco Mundial, devem desenvolver projetos sobre a dependência digital, com o slogan ‘‘Diga não a dependência tenológica’’, outrossim, distribuir panfletos sobre o referido projeto em escolas, centros urbanos e periféricos com o auxílio de profissionais capacitados. Dessa forma, o Brasil poderá garantir a filosofia iluminista e a síntese kantiana será consolidada.