Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 11/01/2021
Em 2011, um tunisiano ateou fogo ao próprio corpo em forma de protesto, o que deu origem a um movimento denominado Primavera Árabe. Na época, o evento ganhou proporções mundiais devido às redes sociais, possibilitando mudanças significativas na região. Embora as tecnologias tenham sido utilizadas para auxiliar os cidadãos, alguns efeitos negativos decorrem do uso excessivo destas, como a dependência digital. Tal problema é acentuado pelas configurações de sociedade hodiernas, o que resulta em danos psicológicos e emocionais nos usuários. Faz-se necessário, portanto, debater as causas e consequências da questão, em prol do bem-estar coletivo.
Diante desse cenário, é importante ressaltar como, na contemporaneidade, grande parte das atividades humanas exige o uso da internet, como trabalhos e estudos, o que aumenta a compulsão pelos aparelhos. Nesse aspecto, as ideias do filósofo Pierre Lévy vão de encontro à realidade discutida. Em seus postulados, Lévy explica que vive-se hoje em uma sociedade “hiperconectada”, em razão do uso excessivo de redes sociais - como celulares, televisões e a internet. Percebe-se, assim, como existe uma necessidade da utilização de tais aparelhos, o que pode resultar no vício.
Por conseguinte, ainda convém lembrar os impactos da dependência digital, como o desenvolvimento de doenças, tais quais a ansiedade e a depressão, por exemplo. Nesse sentido, ainda que dominar as redes seja parte intrínseca da atualidade, muitas pessoas não conseguem dissociar o virtual do real, o que provoca a obsessão. Para entender essa lógica, pode-se mencionar o episódio “Nosedive”, da série norte-americana “Black Mirror”, o qual retrada os problemas psicológicos causados pelo uso frequente das redes sociais. Destarte, observa-se como a utilização desenfreada pode gerar danos críticos à sociedade.
É perceptível, dessa forma, que a compulsão digital ainda é uma problemática na sociedade. Por isso, é imprescindível que as escolas busquem reduzir o entrave, por meio de aulas direcionadas, nas quais profissionais qualificados possam expor os riscos da utilização exacerbada das tecnologias, a fim de auxiliar os alunos. Ademais, cabe ao órgão promover palestras para pais e educadores, explicando a necessidade do monitoramento do tempo de redes sociais por crianças, com o intuito de evitar efeitos negativos no futuro. Dessa maneira, será possível minimizar o problema, assegurando que apenas os aspectos positivos das redes sociais, como a Primavera Árabe, possam permanecer.