Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 11/01/2021
A Constituição federal, maior ordenamento jurídico brasileiro, assegura a livre expressão tecnológica, seja ela pela compra o uso de aparatos digitais. Entretanto, esse documento é ferido com seu uso excessivo, principalmente de celulares, entre os jovens, que os afeta e causa problemas em diversas áreas. Dentre elas, na saúde, a qual provoca complicações físicas e psicológicas, e na educacional, que atrapalha a carreira escolar dos alunos. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.
A princípio, é válido salientar que desde a Guerra Fria, a tecnologia passou por um processo de aprimoramento e democratização. Contudo, com o intenso contato, e consequentemente a dependência, os usuários passaram a desenvolver transtornos, como, a título de exemplo, perda de sono, aumento dos níveis de estresse, dores no corpo, e a ansiedade, devido a diminuição dos contatos sociais. Posto isso, o jornal Gazeta do Povo afirma que o usufruto excessivo de smartphones têm causado uma epidemia de dores, ansiedade, e outros problemas como os supracitados, o que evidencia o quão grave é a nomofobia.
Outrossim, o pedagogo Paulo Freire, em sua tese de educação libertadora, diz que o ensino deve ser instruído não só pelo conteúdo, mas de um modo que possa auxiliar os alunos a libertar-se de impasses. Dessa forma, essa afirmação é dificultada com o uso excessivo da tecnologia, visto que os discentes, “viciados tecnologicamente”, não focam nos estudos e preferem passar o tempo em aplicativos, o que dificulta o ensinamentos, a entrada, em longo prazo, no mercado de trabalho, e contribui para a escravidão nas ideias, como afirma o filósofo Platão. Segundo pesquisa do G1, a educação é a área mais afetada pela nomofobia, já que causa déficit de atenção e concentração, e dificulta na aquisição de emprego pelos jovens, o que mostra que quando o vício é regra, o ensino é exceção.
Por conseguinte, compete ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, a criação de uma disciplina na Base Comum Curricular que, por meio de oficinas e debates, informe sobre o problema supracitado, apresente as consequências que causam aos jovens, e oriente sobre o usufruto correto e adequado de aparatos tecnológicos, com o fito de mudar os hábitos e educar os jovens tecnologicamente. E só assim, com medidas graduais e progressivas, será possível combater a dependência digital e fazer valer a Carta Magna de 1988.