Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 12/01/2021
No livro do autor Guy Debord " A sociedade do espetáculo", é analisado a relação da sociedade moderna em seus relacionamentos interpessoais. Nesse sentido, o enredo foca na representação do convívio social dissipado por uma associação líquida, aonde nada dura e sim se desvanea sobre as mãos, tornando relações artificias e fúteis. Fora da ficção, é fato como a realidade apresentada traz questões impactantes da era digital na vida social do século XXI, a saber, do avanço tecnológico no meio social, em consonância a exclusão social proporcionada.
Em princípio, é considerável trazer o discurso do físico Edward Lorenz, em sua “Teoria do caos”, na qual o caos são situações que, por quaisquer mudanças em suas condições inicias, podem apresentar resultados diferentes no futuro. Nessa lógica, a dependência digital encontrada nos jovens está em convergência ao pensamento de Edward, visto que a situação inicial de investir em um mundo tecnológico e prático nas suas relações, causou o mal uso excessivo do indivíduo em utilizar as ferramentas sem controle sobre si. Dessa forma, o avanço retrocedeu a sociedade, pois o homem virou dependente de uma máquina e não mais ao contrário. Faz-se imprescíndivel, por isso, a dissolução dessa conjuntura.
Outrossim, é válido ressaltar que, conforme São Tomás de Aquino, em sua parábola do “Duplo efeito”, a qual explica que uma ação, após efetuada, pode gerar consequências positivas ou negativas. De maneira análoga, a exclusão social produzida em larga escala social, vai de encontro á perspectiva do pensador, dado que o ato de globalizar países, povos, e regiões pela tecnologia gerou, por consequência, o desvio social de indivíduos pelo uso descontrolado das redes de comunicação, formando um ser humano autônomo de seus sentimentos e vínculos. Com base nisso, o “virtual”, transformou a forma de entretenimento e ocasinou no distanciamento da nova geração, sendo prejudicial a ordem social e, por conseguinte, torná-se contestável quando executado sem consentimento.
Portanto, fica evidente que tome medidas especulantes para uma construção eficaz da dependência digital dos jovens brasileiros. Para tanto, cabe ao Estado, que tem o poder de fiscalizar e regulamentar suas instituições em reorganizar novos recursos, por meio de propagandas publicitarias acerca do convívio excessivo nas redes sociais e do incentivo ao bom uso e controle, como também familías colocarem limites e tempo regulado para utilizar as ferramentas digitais, para melhor desfrutamento do mesmo, a fim de garantir uma saúde e interagimento saudável socialmente da vítima. Para que, assim como no livro, os jovens tenham seus relacionamentos sólidos e douradouros.