Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 12/01/2021
A Constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, a realidade vivenciada na nação demostra o oposto, principalmente no que diz respeito ao vício em tecnologia entre os jovens. Assim sendo, isso ocorre por conta que o Estado não divulga os perigos associados ao uso compulsivo de aparelhos informáticos. Dessa forma, ignorando um risco à saúde do jovem brasileiro que pode gerar hospitalização.
Primeiramente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a adicção a equipamentos eletrônicos entre a juventude. Por conseguinte, é possível averiguar que não há uma ação pública voltada à difusão de anúncios alertando que a utilização de dispositivos informatizados em excesso tem uma alta capacidade de viciar. Consequentemente, fazendo a população jovem mais suscetível à compulsão, ou seja, tornando jovens alheios a uma ameaça à saúde, que em casos graves pode provocar morte, e incitando a desatenção de tal em seus responsáveis. Esse panorama, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a sua função. Sendo portanto, que membros da sociedade brasileira desfrutem de direitos indispensáveis como a saúde.
Similarmente, é importante apontar a negligência parental praticada pelos responsáveis por jovens brasileiros com acesso à tecnologia como impulsionador do vício em aparelhos eletrônicos entre a juventude. Segundo o CGI.br (Comitê Gestor de Internet no Brasil), em pesquisa sobre o uso da tecnologia na juventude, 50% dos jovens entrevistados relataram que seus pais sabiam pouco ou nada sobre seu uso de internet. Diante de tal exposto, é apresentado um quadro desolador, em que progenitores, afetados pela falta de divulgação sobre a obsessão ao entretenimento virtual, não cogitam que o meio cibernético pode ser um risco ao bem-estar de seus filhos.
Em última instância, é primordial que o Estado tome providências para amenizar a conjuntura atual. Para a adoção de um projeto de divulgação sobre o vício a aparelhos eletrônicos, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, peças publicitárias alertando a população brasileira sobre a possibilidade da dependência à tecnologia entre a juventude. Além disso, tais propagandas serão difundidas em todos os canais midiáticos explicando: sua seriedade, como perceber sinais da compulsão a aparelhos e como evitar o hábito do uso prolongado da tecnologia. Dessa maneira, os jovens brasileiros terão mais chances de ter uma vida saudável. Então tornar-se-á tangível a construção de uma sociedade permeada pela Magna Carta.