Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 13/01/2021

A Constituição Federal prevê a todos os cidadãos o direito a uma saúde de qualidade. No Brasil, entretanto, o descaso do Estado com a falta de medidas que evitem a dependência digital dos jovens acabam por prejudicar o bem-estar desses. Desse modo, a negligência dos pais e da escola, além do sedentarismo são a causa e a consequência do vício dos adolescentes nas redes tecnológicas.

Em primeiro plano, evidencia-se o não diálogo dos pais com os filhos como o principal fator da problemática. De acordo com o jornal  O Globo, cerca de 80% das crianças de 3 a 7 anos já possuem um “smartphone”. Esse dado é alarmante ao país, visto que demonstra a culturalização dos meios digitais desde a população mais nova. Vale ressaltar que esse fato, infelizmente mostra a negligência dos responsáveis pelos jovens, os quais não conversam e permitem o uso exacerbado dos aparelhos virtuais, além das escolas, que pouco abordam o tema em sala de aula.

Outrossim, salienta-se a obesidade como consequência da depêndencia digital. Conforme a revista “Science”, a obesidade traz consigo problemas no coração e a diabetes. Nesse contexto, esse fato mostra que o uso de aparelhos tecnológicos substitui a prática de exercícios físicos e que, infelizmente, contribui com o aparecimento de doenças no organismo dos adolescentes, os quais não são ensinados a utilizar os meios virtuais com moderação pelos pais e pela própria escola.

Dessa forma, o Governo deve criar políticas púbicas para evitar a depêndencia digital das gerações futuras. O Governo, portanto, deve propor alternativas aos jovens e, por meio da construção de quadras poliesportivas e áreas de lazer, buscar fornecer meios saudáveis ao uso exacerbado dos aparelhos virtuais e que podem entreter tanto quanto esses. Ademais, as escolas devem levar o tema nas reuniões com os responsáveis pelos alunos, com a finalidade de incentivar os pais a conversarem com os filhos, para que não tenham problemas futuros, como a obesidade, além de garantir em conjunto o que está na Constituição.