Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 13/01/2021

A Constituição Federal de 1988 - documento jurídico de extrema importância para o país - prevê em seu artigo 6°, à educação como direito inerente aos cidadãos brasileiros. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se refere as causas e consequências da dependência digital dos jovens no Brasil, o que dificulta, desse modo, a universalização desse direito social. Nessa óptica, faz-se indispensável a ánalise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira ánalise, deve-se ressaltar a ineficiência de medidas governamentais para combater o vício tecnológico entre os jovens. Nesse sentido, é evidente que não há suporte escolar no que se refere ao aprendizado do uso proficiente da internet. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como uma educação tecnológica, o que é evidente no país.

Ademais, é importante apontar a disparidade social como impulsionadora da dependência digital dos jovens no Brasil. Segundo o índice de Gini, ranking que avalia a desigualdade econômica dos países, o Brasil está entre os dez mais desiguais. Diante de tal exposto, é evidente que as pessoas de classes socias mais baixas não tem o poder aquisitivo necessário para que possam cuidar de suas psquês. Desse modo, às famílias com jovens que precisam de um acompanhamento psicológio, são privadas de cuidarem de seus adolescentes.

Compreende-se, portanto, a necessidade de combater essa problemática. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio da adição de curso na grade curricular das instituições de ensino, abordem os jovens a respeito dos cuidados e uso eficiente das tecnologias, a fim de mitigar os efeitos maléficos do ciberespaço. Além disso, colocar psicólogos a disposição dos alunos. Assim, a sociedade seguirá rumo ao equilíbro mental dos jovens, em que o Estado cumpre seu ‘‘contrato social’’.