Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 13/01/2021

‘‘As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de dialógo’’. Observa-se na frase de Stephen Hawking, físico teórico britânico, que as falhas persistentes no que tange o cenário da dependência tecnológica são recorrentes pela falta de dialógo no corpo social moderno. Em vista disso, percebe-se que a conjuntura é motivada pela negligência governamental e, também pelo descaso das empresas, impasses esses constantes no aspecto coetâneo da Federação.

Primordialmente, é imprescíndivel analisar que a persistência da problemática deve-se, principalmente, á omissão do Estado, uma vez que esse não executa o direito fundamental à saúde, estabelicido na Constituição Federal, decretada em 1988. À vista disso, o Ministério a que se compete a pauta, pela falta de políticas públicas eficazes, como leis que proíbam o uso excedente de internet e jogos, para solucionar o imbróglio, fere a legislação. Devido ao fato que essa dependência pode causar insônia, ansiedade, depressão e atrapalhar no desenvolvimento social. Desse modo, essas práticas não corroboram com os preceitos e princípios de justiça positivadas.

Destarte, é fundamental salientar que a lógica consumerista é propulsora do problema. Conforme Zygmunt Bauman, grande filósofico e sociólogo polaco, a inexistência de vigor nas relações sociais, políticas e econômicas é a peculiaridade da ‘‘modernidade líquida’’ vivenciada  na contemporaneidade. Diante desse contexto, o imbróglio é motivado pela falta de empatia das empresas de celulares, videogames, entre outros, que motivam os jovens a usarem cada vez mais essas ferramentas. Sobretudo, esse problema ocorre em virtude do individualismo inerente do século XXI, próprio das relações capitalistas retratadas pelo filósofo. Logo, urge a intermediação dessa questão com ênfase em princípios normativos.

Diante dos argumentos supracitados, são necessárias alternativas para amenizar essa problemática. Para isso, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, devem promover nas escolas e redes sociais, políticas públicas de campanhas informativas que retratem as doenças que são geradas pelo uso excessivo de qualquer tecnologia.  Essa alternativa, especialmente, será feita a partir de verbas da União, provenientes do fundo rotativo orçamentário, com a destinação de conscientizar esses jovens sobre as consêquencias de tal problemática . Com isso, a questão da dependência tecnolófica será intermediada no século XXI.