Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 14/01/2021
No filme “Réquiem para um Sonho”, um grupo de amigos envolvidos com o uso de drogas tem acabam em situações degradantes em decorrência desse abuso. Analogamente, no âmbito atual, com a dependência dos jovens em relação à tecnologia, vê-se presente uma situação parecida. Esse quadro tem sua causa na falta de atenção dos pais e, como consequência, propicia o prejuízo, tanto da vida social, como da saúde psicológica. Desse modo, faz-se necessária uma ação conjunta dos setores sociais para reverter esse problema.
Em primeira análise, é válido compreender a falta de atenção dos pais existente e sua gravidade. Acerca disso, é pertinente mencionar a socióloga alemã Hannah Arendt, que retrata, em “A Banalidade do Mal”, o pior mal se aquele visto como algo comum, presente no cotidiano das pessoas. Nesse sentido, a falta de atenção dos pais, decorrente da ocupação com o trabalho, do cansaço ou da irresponsabilidade, se encaixa como um grande mal, uma vez que é frequente na contemporaneidade. Em decorrência disso, as crianças e adolescentes passam grande parte do tempo a utilizar celular, computador e jogar videogame, seja por distração diante da ausência dos responsáveis, seja por falta da imposição de limites.
Outrossim, vale ressaltar os resultados desse contexto. Para isso, é preciso entender o fator histórico envolvido na mudança de hábitos, visto que, desde a pré-história, o homem teve relativamente pouco tempo de acesso aos recursos tecnológicos, os quais mudaram o padrão de comportamento humano e proporcionam malefícios. Na prática, isso pode ser evidenciado com a ansiedade, fruto da instantaneidade da comunicação e da constante necessidade de ver a atualização das redes sociais, fatores que criam a impaciência pela espera. Dessa maneira, é crucial que haja uma mudança de postura social para solucionar essa questão.
Portanto, medidas interventivas são essenciais. Destarte, cabe à família, instituição responsável pelo amparo e orientação do indivíduo, limitar o tempo de jogos virtuais dos filhos, mediante a estipulação de horários definidos e castigos caso não sejam cumpridos, a fim de combater esse tipo de vício. Ademais, o Ministério da Educação deve estimular, mediante a promoção de aulas e palestras, o senso crítico quanto ao uso excessivo de redes sociais, com intuito de findar a ansiedade propiciada por isso. Assim, o uso desbalanceado dos recursos digitais terá fim e a sociedade brasileira diferenciar-se-á, realmente, do filme.