Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 29/06/2021

A dependência digital, segundo a Organização Mundial da Saúde, é definida como um transtorno mental e caracterizada pela necessidade que um indivíduo possui de estar, a cada instante, conectado em algum aparelho tecnológico. Hodiernamente, a dependência digital dos jovens na sociedade brasileira apresenta-se como um grande entrave a ser solucionado, uma vez que suas consequências, por exemplo, o aumento dos níveis de ansiedade na população e uma grande desvalorização das relações socias dos indivíduos que formam o corpo social, não são razoáveis. Logo, deve-se pontuar, de início, que as causas da dependência digital dos jovens vêm de uma base educacional lacunar por parte da família do indivíduo, somado a uma busca por prazeres instantâneos por meio do uso do celular.

Em primeira análise, evidencia-se que a falta de consciência dos pais ou responsáveis no que tange a disponibilizar smartphones para suas crianças, por ser um meio mais fácil para distraí-las, contribuíndo para a formação de um vício ainda na infância, é um grande responsável pela complexibilidade do problema. Sob esse viés, de acordo com o pensamento de Jean-Jacques Rousseau, o homem é o produto do meio em que vive. Nessa lógica, um jovem que, desde sua infância, possui o livre acesso a telas de celulares ou video-games disponibilizados pelos seus pais, tende a possuir uma enorme depedência dos meios digitais ao longo do seu amadurecimento, tendo como possibilidade, ainda, o desenvolvimento da nomofobia - medo excessivo de perder o contato com aparelhos tecnológicos, a saber, o celular. Diante disso, faz-se necessário a conscientização das famílias para o grave perigo que há na exposições de telas para os menores, além de suas sérias consequências.

Ademais, é indubitável que, nesse contexto, a busca dos jovens por prazeres instantâneos, os quais são gerados na utilização dos celulares e das redes socias, caracteriza-se como um complexo dificultador.

Nesse âmbito, conforme uma pesquisa realizada pelo instituto especialista em vícios CITA, ao ouvir o som de uma notificação vinda pelo smartphone, o cérebro humano libera dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Com isso, por ser uma atividade simples, prática e rápida, além de gerar prazer em seu uso, o uso excessivo dos meios digitais gera o vício e, em seu caso extremo, a depressão - doença caracterizada por dispor baixos níveis de dopamina.

Portanto, é mister que o Governo Federal, juntamente com as instituições educacionais, busque concientizar as famílias dos jovens aos perigos do uso de meios tecnológicos ainda na infância, além de suas consequências, por meio de investimentos em palestras educacionais nas escolas, propagandas educativas nas televisões e nas redes midiáticas. Urge, também, que as escolas contratem um corpo de psicólogos afim de desenvolverem a saúde mental nos jovens estudantes.