Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
O cômico filme “Até que a Sorte nos Separa”, ilustra a depência digital na juventude, na qual o personagem Juninho, filho de Faustino, passa a maioria do filme jogando jogos onlines, e remunerando-se a si mesmo por tal ato. Fora do cinema, este conceito distópico é visto em grande parte da sociedade, dessa forma, entende-se que a falta de incentivos governamentais em prol de educar os jovens sobre a temática, bem como o abandono parental, apresentam-se como entraves para a resolução da problemática.
Em primeira análise, a falta de políticas públicas é a causa principal do imbróglio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, é perceptível o descaso dos governantes brasileiros com o alto número de jovens dependentes da internet, de acordo com o “Estadão”, 1 em cada 4 jovens tem consumo digital exacerbado. O governo, de certa forma, não ensina sobre os malefícios que a dependência digital pode ocasionar, garantindo assim, um futuro comprometedor. O canal de Youtube “NeurologiaePsiquiatria” exerce função incoincidente com a do atual governo, desse modo, eles discorrem, de forma clara, sobre o uso excessivo da internet e os prejuízos a longo prazo, fazendo assim, uma abordagem conscientizadora e fundamental para erradicar o problema.
Ademais, a defasagem nos comportamentos parentais é um fator determinante para o agravamento da dependência. O vídeo “Tempos Modernos”, produzido pelo Porta dos Fundos, mostra o abandono parental e as consequências trazidas por tal fenômeno, no qual o jovem repete os atos impróprios dos pais, tendo como principal, o uso exagerado do aparelho celular, tornando-se, um dependente digital. Desse modo, é notório a importância dos pais para conter a tendência evolutiva do vício digital na juventude, pois a pertinência do problema pode acarretar sérios danos na integridade dos jovens, tal como o sedentarismo, indisposição e, consequentemente, o quadro de depressão. Dessarte, comprova-se a premência de atividades que amenizam a problemática.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Saúde, o desenvolvimento de políticas públicas, como por exemplo, a proliferação de mensagens conscientizadoras nas escolas sobre os malefícios do uso contínuo da internet, e instruir os pais sobre essenciais restrições do consumo digital para com seus filhos, por meio de grande investimento do governo, com o fito de apaziguar a dependência digital atual. Diante disso, é de se esperar um futuro mais harmonioso e utópico.