Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
É evidente que já está atrelada ao ser humano a necessidade do prazer de consumir algo. No entanto, como proposto, no século XVI, pelo médico suíço-alemão Paracelso: “A diferença entre o remédio e o veneno está na dose”, torna-se imprescindível que nos atentemos ao uso excessivo de dispositivos digitais, que vem aumentando cada vez mais devido à banalização do problema na sociedade e os preconceitos com relação ao mesmo.
Inicialmente, faz-se necessário observar que a negligência acerca do assunto de dependência da tecnologia contribui significamente para a agravação da questão. " O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles". A afirmação atribuída à filosofa francesa Simone Beauvoir, pode ser facilmente aplicada à questão do uso exagerado de dispositivos eletrônicos, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Ademais, é importante ressaltar que a tecnologia, por si só, não é maléfica à vida de quem faz uso dela, e sim que os responsáveis pela dependência é quem ignora a consequências do uso indevido tanto por conta própria, quanto por alguém dependente, nesse caso, os jovens; que acabam sendo os mais afetados, pelo fato de não responderem por eles mesmos.
No entanto, não só a banalização do assunto, mas também os preconceitos a respeito, corroboram para o aumento de casos de vícios e, consequentemente, de transtornos mentais resultantes deles. Albert Einstein, cientista alemão, afirma que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado na sociedade. Portanto, encontra-se um desafio para o mundo contemporâneo, visto que as novas gerações possuem um contato direto com o uso cotidiano da tecnologia, e os pais, que não foram sujeitos ao mesmo acesso, pouco são instruídos dos sinais, causas e consequências do vício na vida dos jovens.
Diante do exposto, infere-se que medidas devem ser tomadas para reverter o quadro de dependência tecnológica nas gerações futuras. Cabe à Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão responsável pelas medidas internacionais no setor, promover o uso consciente da tecnologia (com ajuda de universidades especializadas), por meio de pesquisas que colaborem com o alerta dos malefícios da indisciplina do uso de dispositivos digitais, no intuito de deixar claro a todos um problema que está assolando o bem-estar físico e mental da sociedade contemporânea.