Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 16/01/2021

Na era digital, a busca pelo prazer como forma de alcançar-se a felicidade tem ganhado cada vez mais espaço entre os jovens. Essa postura, defendida pelo filósofo Hepicuro, hodiernamente, tem construído internautas dependentes de seus smartphones. Diante de uma geração habituada a se relacionar por intermédio de telas e algorítmos, urge compreender as razões e os efeitos que o vício em internet provoca nos jovens, a fim de construir uma relação saudável entre essa geração e as redes.

Em primeira análise, a manipulação a qual as redes sociais submetem seus usuários é determinante para prender a juventude aos seus computadores. Segundo o documentário “O dilema das Redes” (2020), os algorítmos das redes sociais são desenvolvidos para que os internautas não consigam se desconectar das plataformas. Infelizmente, a população ainda não compreende a dimensão da situação: muitos pais argumentam que seus filhos são imaturos e que deveriam passar menos tempo em sites como o Instagram. Porém, o que eles desconsideram, é que profissionais altamente qualificados projetam tais redes para que os jovens sejam incapazes de se desligar delas. Ou seja, a discussão entre permanecer ou não na internet não é entre o jovem e seu celular, mas sim entre o adolescente e inúmeros profissionais especializados em comportamento humano e tecnologia.

Em segunda análise, o excessivo contato com o mundo virtual traz como consequência o escasso contato com o mundo real. Nesse contexto, segundo o documentário “Muito Além do Peso” (2012), crianças e adolescentes veem cada vez menos seus amigos fora do ambiente escolar, o que reflete diretamente em sua saúde física, visto que atividades como caminhar no parque são preteridas em prol dos jogos on-line, por exemplo. Consequentemente, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil enfrenta uma epidemia de odesidade, na qual mais da metade da população brasileira encontra-se acima de seu peso ideal. Desse modo, a dependência digital, além de afetar a forma como os jovens se relacionam, afeta também a saúde de seus corpos.

Por isso, para garantir a saúde dos jovens brasileiros, o Estado, aliado às famílias, deve atuar para reverter o cenário de acesso descabido dos jovens  às redes. Assim, o Ministério da Educação deve criar um projeto para a capacitação de professores acerca da educação digital, de modo que esses profissionais sejam capazes de preparar os alunos para se defenderem das manipulações as quais são submetidos no ambiente virtual, com o fito de proteger a juventude do país. Com isso, os estudantes brasileiros se tornarão cidadãos mais críticos e atuantes na internet. Ademais, os pais precisam inteirar-se da rotina de seus filhos, a fim de contribuírem com a escola, limitando, quando necessário, o tempo de acesso às redes. Somente assim, o hepicurismo será abandonado pela geração Z.