Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 20/10/2021
Consoante Émile Durkheim, sociólogo francês, a sociedade, assim como um “corpo biológico”, é composta por partes que interagem mutuamente e cujo bom funcionamento é fulcral à saúde do todo. Seguindo a lógica durkheimiana, fica claro que a dependência digital em meio aos jovens, dado que prejudica seu desenvolvimento psicossocial, ultraja a manutenção da coesão social. Em síntese, a supervalorização das tecnologias em detrimento da condição humana não é um problema apenas hodierno sendo, ainda, agravado pela indolência governamental.
Precipuamente, é profícuo destacar que o desenvolvimento tecnológico da Segunda Revolução Industrial afligiu o bem-estar popular. Nesse contexto, os trabalhadores estiveram submetidos às novas tecnologia, deixando a saúde em segundo plano. Analogamente, a atual subordinação dos jovens aos seus celulares e computadores — dessa vez voluntária —, ao monopolizar sua atenção, acaba por prejudicá-los nos âmbitos social, familiar e educacional. Assim, o jovem fica alheio ao mundo real, concentrando-se nas interações virtuais.
Faz-se mister, ainda, destacar a desídia do governo como impulsionadora do problema. Conforme o artigo 3 da Carta Magna de 1988, o direito à saúde deve ser assegurado pelo Estado. No entanto, a própria existência de jovens dependentes do meio digital demonstra que essa garantia se restringe à legislação. Sob tal ótica, fica evidenciado que a imperícia dos governantes na supressão dessa mazela corrobora um cenário de degradação do indivíduo, cada vez mais atido às tecnologias, em desfavor do convívio social real.
Frente a tal óbice, urge, pois, que o Ministério da Educação promova nas escolas, feiras com profissional como psicólogos, a fim de esclarecer aos jovens a respeito dos malefícios do abuso do uso dessas tecnologias. Destarte, pode-se coibir, desde cedo, o desenvolvimento de um quadro grave de dependência tecnológica nesse setor da social. Desse modo, suscita-se que a sociedade, de fato, funcione como o “corpo biológico” de Durkheim. a mitigação da dependência desses artifícios torna-se medular ao sadio desenvolvimento dos indivíduos.