Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 11/03/2021

Segundo o empresário Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Sob esse viés, evidencia-se a dependência digital, principalmente, entre os jovens, visto que são a maioria dos usuários dos dispositivos eletrônicos. Isso ocorre quando um indivíduo passa a desvincular-se da sociedade em detrimento de passar mais tempo conectado a um aparelho tecnológico. O grande impasse disso é que o vício corrobora ao desenvolvimento de doenças psicológicas e ao isolamento social.

Primeiramente, de acordo com o estudioso Joseph Krutch, “A tecnologia tornou possível a existência de grandes populações. Grandes populações agora tornam a tecnologia indispensável.” Seguindo esse raciocínio, percebe-se que na sociedade atual a maior parte do seu funcionamento requer a aplicação de um meio tecnológico. Dessa forma, os jovens, os quais fazem parte dessa sociedade, estão sujeitos às influências do meio digital, por meio das redes sociais. A prova disso é que oito em cada dez crianças e jovens brasileiros usuários de internet costumam acessar a rede pelo celular todos os dias, consoante pesquisa do site UOL. Todavia, o uso excessivo desses aparelhos contribui para o desenvolvimento de doenças como a nomofobia, que consiste na dependência de estar sempre conectado.

Outrossim, a geração Z foi a primeira a ser classificada como nativa digital. Ou seja, tiveram contato com as novas tecnologias desde os primeiros dias de vida. Dessa forma, é a geração que passam mais tempo conectado a computadores. Uma vez que, o tempo médio gasto pelos jovens nas redes sociais já se aproxima do dobro do registado pelos utilizadores com mais de 45 anos, indica o estudo da Marktest. Contudo, as consequências do uso exagerado das redes são perceptíveis no aumento de doenças psicológicas relacionadas a ansiedade e insônia. Desse modo, os dependentes não conseguem controlar seu envolvimento e seu uso com a vida real, o que pode além do isolamento provocar irritabilidade, depressão. A indicação disso é que conforme a pesquisa “A tecnologia e o Jovem”, aqueles que ficam conectados mais de nove horas por dia têm risco 2,4 vezes maior de apresentar tristeza, ansiedade, angústia e estresse, em comparação a quem fica menos de duas horas online.

Portanto, é importante o comprometimento da Organização Mundial de Saúde. Então, deve incluir o Transtorno de Dependência de Internet (TDI) na listagem oficial do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. E devem promover palestras para os pais sobre terapia psicológica para ansiedade e a cerca da interferência quanto ao uso do computador que pode ser feita estipulando horários para a utilização do computador, invertendo os horários estipulados para navegação, restringindo acesso aos sites visitados compulsoriamente, com o objetivo de reduzir a dependência do meio digital e melhorar as relações sociais das crianças e dos jovens.