Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 15/03/2021

No documentário de sucesso “Dilema das redes”, mostra ao espectador o modo de alienação das mídias digitais, por intermédio de perguntas e respostas feitas aos programadores e criadores das redes sociais, desvendando o método usado para causar o vício. Entretanto, hodiernamente, tal cenário de alienação torna-se preocupante, haja vista a dependência digital dos jovens. Nesse sentido, aspectos são relevantes: a falta de controle da frequência do uso de smartphone, tem como consequência o desenvolvimento de doenças mentais e alterações comportamentais.

Inicialmente, é indubitável que a falta de fiscalização do uso do celular é a principal causa do vício. Nesse viés, de acordo com a Associação Americana do Coração (AHA), cerca de 70% dos jovens passam do limite de 4 horas diárias, podendo chegar a 8 horas. Sob tal ótica, fica claro que os pais não fiscalizam os filhos, devido a ocupação com trabalhos e afazeres domésticos, estimulando assim de forma indireta o vício nos aparelhos. Dessa forma, devido ao não controle do tempo de uso, os entraves da dependência tecnológica perdurarão na sociedade.

Outrossim, é indiscutível que o uso desregulado do aparelho telefônico desenvolve transtornos mentais e de comportamento. Nesse âmbito, segundo pesquisa realizada pela BMC psiquiatria, aproximadamente 24% dos jovens entrevistados desenvolveram crises de ansiedade, pânico e ficam agressivos, quando é negado o uso do celular. Analogamente, é evidente que tal realidade ainda é desconhecida, uma vez que as doenças mentais ainda são um tabu em meio a sociedade brasileira, gerando também nos jovens a falta de socialização fora das redes.

Portanto, fica evidente a necessidade de ações interventivas para minimizar a dependência digital em todo o território nacional. Nessa óptica, urge que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação invista em palestras para os pais, com o intuito de informa como o controle e a falta dele atinge a vida de seus filhos, as escolas por sua vez devem incentivar a leitura, conversação, desenvolvendo nos jovens a sociabilidade e a socialização necessária. Além disso, o Ministério da Saúde, em parceria com psicólogos e psiquiatras devem promover por meio das mídias sociais, como televisão, jornais impressos e redes sociais, acerca do que são as doenças mentais, como ajudar as pessoas que sofrem com transtornos. Destarte, os jovens brasileiros, não serão mais dependentes do digital.