Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 09/03/2021
Em 2007, Steve Jobs lançou um dispositivo tecnológico que mudou a vida das pessoas em todo o mundo, o smartphone. Atualmente, muitas pessoas vêm tornando-se dependentes desses aparelhos e de seus recursos, inclusive os jovens. Dessa forma, é necessária atenção sobre essa dependência digital nesse público alvo, uma vez que acarreta causas e consequências, como a ineficiência estatal e o prejuízo ao desenvolvimento mental, respectivamente.
Primeiramente, é preciso ressaltar que a negligência do estado é um fator de causa da dependência digital dos jovens. Segundo o documentário “Dilema das Redes”, os criadores das redes sociais têm uma capacidade ilimitada de manipulação do cérebro dos usuários, por meio do uso da psicologia e dos algoritmos, que criam ambientes virtuais propicios ao vício. Nesse contexto, o poder governamental é omisso na fiscalização e criação de leis regulamentadoras que visem controlar e impor os limites éticos nos quais as empresas de aplicativos digitais deveriam ter, uma vez que nenhum tipo de vício é desável, ainda mais em um público juvenil, o qual ainda está em processo de desenvolvimento.
Ademais, a dependência digital dos jovens corrobora consequências negativas, como o prejuízo no desenvolvimento mental. Isso porque o uso excessivo de aparelhos tecnológicos podem ocasionar a falta de cognição e sociabilização entre pessoas da mesma idade, assim como provocar uma formação deficitária de caráter. Essas condições são afetadas pelo efeito viciante dos recursos digitais, que levam a menores interações interpessoais, construindo indivíduos mais singularizados e introspectivos. Segundo pesquisa divulgada pelo portal de notícias G1, a geração dos “nativos digitais” é a primeira que apresenta QI inferior ao dos pais, ou seja, mostra que essa geração hiperconectada são menos inteligentes que as anteirories. Desse modo, a falta de interação social atrelado ao que os jovens consomem na internet, uma vez que os conteúdos nesse meio são criados para ter maior alcance e não no sentido educacional, prejudica a formação de caráter e o desenvolvimento desse jovens.
Portanto, vistos os efeitos negativos da dependência digital dos jovens na contemporaneidade, são necessárias medidas que revertam esse cenário. Para isso, urge que o Legislativo crie uma lei que regulamentize o uso de aplicativos por menores de idade, estabelecendo regras claras e a não permissão de coleta de dados desses usuários, a fim de não poder ser aplicado algoritmos para a manipulação desse público. Ademais, cabe ao ministério da cidadania promover campanhas de informação sobre os impactos do uso excessivo de aparelhos digitais no desenvolvimento juvenil, por meio de palestras ministrados por especialistas da área, transmitidos na tv aberta, a fim de conscientizar as famílias e, assim, ser possível o desenvolvimento intelectual sem interrupções.