Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 13/03/2021
No século XXI, é impossível ignorar os impactos dos avanços tecnológicos na sociedade. Os dispositivos digitais, por exemplo, são os mais populares e estão presente em grande parte do globo, auxiliando os humanos de infinitas maneiras. Entretanto, essas máquinas atingem um grupo específico de forma mais forte: os jovens, estes que aderem o uso constante das mesmas e acabam desenvolvendo certa dependência com relação a elas. Esse fenômeno pode ser influenciado pela dificuldade humana de equilibrar suas atividades “reais” e virtuais, o que, no fim, leva o indivíduo a adquirir sérios problemas sociais.
Segundo um estudo feito pela King’s College, universidade britânica, 1/4 dos jovens são viciados em computadores, tablets e celulares. Esse número demonstra que grande fração da população já está rendida ao mundo virtual, mas por que tal fenômeno se torna mais comum? A resposta é que as pessoas estão cada vez mais focadas a viver de maneira mais confortável possível, ou seja, fazendo o mínimo de esforço preciso. Por isso, um clique em plataformas de “streaming” como a Netflix vence como prioridade em relação a uma atividade física social como o futebol. Já que o primeiro proporciona grande variedade de filme e series, abrindo um leque de vivências distintas para o usuário com o maior comodismo possível.
Por causa desse vício em dispositivos digitais, a juventude acaba ficando mais propensa a contrair distúrbios mentais como a depressão e a ansiedade; e anomalias comportamentais como a dificuldade de socializar e a troca do hábito diurno por noturno. Estes transtornos estão principalmente relacionados ao desgaste psicológico causado pelos grandes períodos de uso dos eletrônicos, que nos fazem perder a noção do tempo, “enferrujam” nossas habilidades sociais e fomentam nossas inseguranças como pessoas. No entanto, ao tentar inibir os jovens de usar essas máquinas, de acordo com a BMC Psychiatry, estes apresentam também comportamentos como a ansiedade, o que torna a situação paradoxal.
Portanto, é necessário uma intervenção do Estado com as instituições de ensino para informar os jovens sobre todos os maléficios que a dependencia para com os dispositivos digitais podem causar em suas mentes ainda em formações. Para isso, palestras seriam promovidas nos âmbitos escolares, com presensa de medicos psiquiatras, os quais explicariam como o cérebro reage a tamanha exposição às máquinas. Dessa maneira, nosso futuro contaria com adultos mais conscientes e saudáveis mentalmente, estes capazes de guiar o mundo a um futuro mais promissor.