Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 12/03/2021
Segundo Albert Einstein - físico teórico alemão ganhador do Premio Nobel de física em 1921- o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia, demonstrando assim a importancia da humanidade frente aos avanços tecnológicos. Desse modo, percebe-se que ao longo da formação da sociedade a tecnologia contribui como uma impulsionadora na mudança do estilo de vida e interações interpessoais. Contudo, tal avanço contribuiu do mesmo modo para o surgimento da dependência digital dos jovens na contemporaneidade. Portanto, faz-se imperiosa a análise de dois entraves acerca do óbice apresentado: a necessidade juvenil para a fuga dos imbróglios no mundo real e a falta de ações governamentais e sociais sobre tal prerrogativa.
Primordialmente, vale ressaltar que, no longa-metragem ¨Jogador Nº 1¨ - filme indicado ao Oscar em 2019- retrata a influência da tecnologia no cotidiano de uma sociedade futura onde o mundo passa por uma grande crise energética, grande parte do filme acontece dentro de um enorme mundo de realidade virtual chamado Oasis, já que a maioria da população de classes altas e proletárias opta por jogar a fim de escapar de seus problemas no mundo real. Não distante da ficção, com o aumento do uso e acesso tecnológico torna-se ainda mais comum o uso da tecnologia como forma de abandonar-mesmo que temporariamente-uma realidade árdua, nos jovens tal modo é uma solução para a solidão,timidez e problemas enfrentados no meio escolar e familiar, e como consequecência acabam desenvolvendo apatia social,vícios, transtornos e problemas mentais como, a ansiedade e a depressão.
Além disso, quando se profere sobre os tratamentos governamentais e socias sobre tal revés, as medidas ainda são encontradas em excassez, demontrando como a sociedade invibiliza um óbice atual e contemporaneo,retardando assim o comprometimento garantido no Artigo 227º da Constituição Federal- documento jurídico mais importante da pátria - que diz que é o dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, ao respeito e, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência,e opressão.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem a questão da dependência digital dos jovens na contemporaneidade, portanto, cabe ao Poder Executivo juntamento com a Secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, destinar verbas para a construção de polos formados por psicológos e médicos especializados em hebiatria,como as regiões periféricas e rurais, de baixo custo ou gratuitos, com a possibilidade da criação de um site para encontros de jovens e médicos virtualmente, por meio de seu objetivo na base de Diretrizes, para de resolver tal problemática atual.