Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 13/03/2021

Com o avanço da tecnologia, iniciada no período da Revolução Industrial e principalmente na 4° fase, esta caracterizada, por exemplo, com o surgimento do Wi-fi, foi possível introduzir novas formas de entretenimento em aparelhos tecnológicos, que podem nos satisfazer após um longo dia cansativo, como as redes sociais, os jogos de videogames e onlines, e os canais de streaming, como a Netflix. Contudo, toda essa diversão que os aparelhos digitais podem proporcionar, se não souber fazer bom proveito, os indivíduos, principalmente os jovens, acabam se tornando dependentes dessas ferramentas. Essa dependência que é causada pela baixa supervisão dos pais e pela sensação de prazer que passa, acarreta consequências como o isolamento, a depressão e o déficit de atenção.

A princípio, segundo o levantamento realizado pelo instituto norte-americano Flurry Analytics, entre 2014 e 2015 houve um aumento de quase 60% no número de viciados digitais, e isso é causado principalmente devido a baixa supervisão da família e a sensação de prazer dada pelas ferramentas. Sem a intervenção da família, os jovens passam horas jogando videogames, assistindo ou em redes sociais, deixam até mesmo de sair de casa ou só saem se tiver internet livre. Segundo, a sensação de prazer é dada pela liberação do neurotransmissor dopamina, tornando o ciclo vicioso.

Ademais, esse uso excessivo traz consequências para o jovem, entre elas estão o isolamento social a depressão e o déficit de atenção, acarretando notas baixas e pouco rendimento. Devido aos problemas de saúde mental que causa e a associação desse vício ao de usuário de drogas, em junho de 2018, a Organização Mundial de Saúde catalogou não só a dependência digital como uma doença, mas também a nomofobia, que é o medo irracional de ficar sem celular, causando até mesmo ansiedade ao ficar algumas horas sem celular. Dessa forma, é necessário tomar medidas para diminuir tal excesso.

Diante disso, é papel da família pôr limites no jovem, regulando o horário de uso dos aparelhos, definindo um limite de 5 horas para os adolescentes e 2 horas para as crianças, como também cabe a estes levar o indivíduo dependente para terapias individuais ou em grupo, a fim de evitar e/ou resolver os danos psicológicos que causou. Além disso, cabe a Secretária de Saúde criar centros de tratamento público para jovens, como o Adolescentro em São Paulo, com psicólogos e psiquiatras ajudando os adolescentes que estão no estágio avançado de dependência digital, com o objetivo de tratá-los.