Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 13/03/2021
O uso de celulares, atualmente, é quase um fato social durkheimiano: geral, coercitivo e exterior ao indivíduo. Entre jovens, a utilização é intensa ao ponto de, em muitos casos, gerar a chamada dependência digital. Esta tem como causas a falta de conhecimento sobre eletrônicos de gerações mais velhas para ensinar o uso correto aos filhos, num contexto de grande disseminação de “smartphones”. Como consequências, há o aumento da ocorrência de transtornos e problemas nas relações de sociabilidade.
Em primeira análise, os referidos aparelhos, hoje parte vital de diversas atividades, foram ganhando relevância ao longo deste século, junto com o crescimento da geração que mais sofre com a dependência digital. Questões como drogas e alimentação também afligiram pessoas mais velhas desde que eram novas, mas a relativa aos celulares, não. O processo de socialização primária, então, basicamente não incluiu o ensino sobre o limite do uso dos eletrônicos, contribuindo para a problemática.
Com isso, o descontrole no uso de “smartphones” levou a 25% dos jovens desenvolverem vício neles, segundo a King’s College. Dessa maneira, os aparelhos tornaram-se ligados ao crescimento, ocorrendo a formação emocional de maneira deslocada da realidade e levando a transtornos como ansiedade. É como se os jovens fossem anestesiados dos sentimentos verdadeiros ao exagerar no uso de mensagens, por exemplo.
Portanto, propõe-se que o Poder Legislativo federal, por meio de lei, restrinja o uso de “smartphones”, “tablets” e computadores para menores de 14 anos, a menos que em caso de emergência. As fabricantes, lojas e, principalmente, responsáveis pelos jovens devem se responsabilizar pelo cumprimento da lei, cabendo aos Conselhos Tutelares a fiscalização e recebimento de denúncias, com vistas a só se iniciar o uso dos aparelhos em idade em que já haja a ciência dos limites a serem postos. Junto a isso, deve-se levar o tema às escolas, inclusive para os pais, de modo que exista o acesso à informação, agindo na raiz das causas e mitigando as consequências da dependência digital.