Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 14/03/2021
Durante a Terceira Revolução Industrial, a tecnologia no meio virtual começou a ser disseminada entre a sociedade, a fim de facilitar e otimizar a vida dos indivíduos. Sob tal ótica, embora essa inovação tenha beneficiado pessoas, também influenciou o surgimento do problema da dependência digital dos jovens na contemporaneidade, os quais usam descontroladamente os aparelhos eletrônicos, uma questão que tem motivos e efeitos estruturais entre a população mais nova. Nesse contexto, faz-se pertinente analisar porque a relação familiar frágil é a maior causa, assim como distúrbios psicológicos é a consequência mais significativa.
É primordial ressaltar que o vínculo familiar distante colabora para a dependência digital dos jovens, pois não desenvolvem conversas atenciosas com os filhos. Isso ocorre porque os pais, geralmente, não tem uma relação de união com o adolescente, em razão de excessivas jornadas de trabalho, o que faz com que o indivíduo ‘‘deposite’’ no espaço virtual a frustração vivida em casa, de modo a se tornar um vício de raízes basilares. Nesse viés, a série Gilmore Girls corrobora a ideia por abordar o bom relacionamento entre mãe e filha, o qual existe a comunicação mútua, de maneira a refletir o controle tecnológico a partir disso. Fora da ficção é diferente e requer mudanças entre o abismo familiar para realmente atenuar a compulsão digital.
Simultaneamente, esse problema desencandeia transtornos mentais, por alterar o comportamento do jovem superdependente digitalmente. Isso transcorre porque como o uso excessivo dos jogos online, por exemplo, se torna um hábito na vida da pessoa, pela falta de controle dos responsáveis, se não for permitido o acesso, sofre de uma abstinência forte, similar a outros vícios, de modo a apresentar modificações na psique do sujeito juvenil. Nessa conjuntura, a Organização Mundial da Saúde reconheceu em 2018 como doença psicológica a dependência digital e a nomofobia (medo de estar sem o aparelho eletrônico), de maneira que representa uma verdadeira preocupação principalmente para o corpo social de pouca idade.
Portanto, é notória a necessidade de medidas para combater a dependência digital dos jovens na atualidade. Para isso, cabe à família, como formadora de personalidades humanas, fortalecer o vínculo com os filhos, por meio de diálogos desde a infância, a fim de evitar que o indivíduo se sinta sozinho e use o espaço virtual para lidar com isso. Por sua vez, o Governo Estadual deve promover campanhas de conscientização da doença, por intermédio da visita nos municípios de profissionais especializados no assunto, com o intuito de impulsionar um controle maior dos aparelhos eletrônicos, de forma a perpetuar a Terceira Revolução Industrial com lucidez.