Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 13/03/2021
Se entende como dependência digital a necessidade exarcebada de estar conectado, assim, levando o indivíduo a se isolar do meio social e adentrar no mundo virtual. Visto isso, se tornou uma condição que vem afetando em maioria os jovens contemporâneos, possuindo como explicações plausíveis a satisfação causada pelo uso da internet e o descontrole dessa utilização.
Em meio a esse contexto, o físico teórico Albert Eistein disse: “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”. Segundo essa linha de pensamento, a problemática se dá em pesquisas como a feita pela pesquisadora americana, Diane Wieland, afirmando que o uso prolongado da internet libera no organismo o neurotransmissor dopamina, influenciador no humor. Fazendo então, com que o jovem viva em função dessa sensação de bem estar físico e mental, entrando num estado vicioso acarretador de sintomas como os da dependência química. Sendo alguns deles: insônia, compulsão, depressão, irritabilidade, pertubação e abstinência. Dessa forma, esses sinais juntamente com o distanciamento de seus familiares e amigos, provoca uma preocupação que faz com que seus entes busquem o encaminhamento a um profissional que auxilie o jovem na procura pelo autocontrole.
Acerca disso, a assistente social Ana Miriam Garcia Barbosa, relata que os jovens ficam tão dependentes que passam a ter disfunções, ou seja, se isentam de ir a eventos, à escola e cumprir suas obrigações. Eles preferem ficar sozinhos contanto que haja internet, celular ou computador disponíveis. O Adolescentro - centro especializado em jovens que sofrem com transtornos - acolhe, por dia, cerca de dez adolescentes de 12 a 18 anos, encaminhados por escolas ou médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nessa instituição, inúmeros são os casos de dependência digital. Valendo ressaltar o garoto R.R.M.M., que aos dez anos foi acompanhado no centro pelo diagnóstico de déficit de atenção. O pai, Sérgio R.A.M., conta que seu filho ficou em recuperação na escola, inverteu os horários de sono e fingia dormir para o pai não o ver com o celular. Dessarte, evidenciando a falta de limites para com o uso do aparelho. Prejudicando simultaneamente sua sáude, sono, desempenho escolar e convívio social. Sendo essa, sem exceção, a realidade dos dependentes.
Em síntese, esse transtorno tem como solução a associação dos Estados Governamentais, escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio, com espaços como o Adolescentro para a realização de palestras e reuniões com os alunos e responsáveis, sobre a dependência, seus sintomas e consequências. Enfim, levando meios de intervir antes que o uso da tecnologia se torne uma doença.