Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 14/03/2021
Depois do advento da internet, em 1969, nos Estados Unidos, os jovens têm vivido imersos na tecnologia e, em alguns casos, gerado uma dependência digital. As causas para esse problema são muitas, mas tem destaque a questão do escapismo da realidade. Além disso, o vício gera consequências em vários âmbitos da vida do indivíduos, como nas relações sociais, por exemplo.
Em primeiro lugar, é preciso explicar, biologicamente, o que acarreta o vício. Ao entrar em contato com a telinha, o organismo produz no cérebro reações entre neurônios através da dopamina, um neurotransmissor que traz a sensação de prazer. Fora isso, a utilização exagerada da internet pode ser interpretada como uma válvula de escape, ideia defendida pelo professor da FMRP, Rafael Sanches. Ou seja, muitos jovens usam a tecnologia para fugir da realidade que os cerca, o que só reflete o quão a sociedade contemporânea é mentalmente adoecida.
Em segundo lugar, vale ressaltar os impactos da dependência digital para as pessoas que sofrem desse mal e as que estão ao seu redor. Uma pesquisa realizada por Diane Wieland, pesquisadora americana, comprovou que quem passa muito tempo inserido no mundo virtual acaba se tornando um organismo virtual. Isso significa que as relações desses indivíduos, sejam sociais, familiares ou profissionais, passam a ser apenas superficiais, sem muita significância, o que é lamentável, pois essas pessoas poderiam estar vivenciando experiências verdadeiras e profundas da vida real, que diga-se de passagem, é muito mais prazerosa que a virtual.
Portanto, fica evidente a necessidade de haver uma restrição pesada sobre o tempo de uso da internet para os jovens. Isso pode ser feito não somente através da determinação de um limite de tempo on-line por parte das empresas de tecnologia, assim como foi feito pela Tencent na China, mas também pelas famílias dos jovens que devem estar atentas para o problema da dependência dos eletrônicos entre o grupo. Dessa maneira, haverá uma sociedade menos viciada, capaz de controlar a tecnologia e não ser controlada por ela.