Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 14/03/2021

A Terceira Revolução Industrial, com seus diversos aprimoramentos na área tecnológica, certamente proporcionou uma modificação no modo de se relacionar da sociedade. Diante desse contexto, com o surgimento dos aparelhos eletrônicos como computadores e celulares, a esfera social passou a ser mediada pelo mundo virtual. Assim, como resultado, a dependência digital pelas pessoas, mais especificamente pelos jovens, passou a ter um efeito observado no mundo contemporâneo. O que, por sua vez, necessita de uma reflexão sobre suas causas e consequências.

Vale a pena apontar como causa primaria dessa dependência digital, a necessidade humana de satisfação instantânea. Diz-se instantânea porque o individuo é estimulado o tempo inteiro a novas perspectivas de consumo, relações afetivas, entretenimento, e isso está literalmente a um clique. Toda essa facilidade de informações, imagens e novos estímulos gera um sujeito alienado, pois ao obter a satisfação momentânea de suas angústias e necessidades afetivas, ele compreende o mundo digital como prazeroso e na ausência de prazer da vida real volta-se ao mundo digital, uma vez que esse mundo tem características particulares graças ao algoritmo que enche a tela com conteúdos minuciosamente escolhidos baseados das experiências e desejos de cada usuário. Soma-se a isso o caráter progressivo dessa dependência que, de forma lenta, exige cada vez mais horas de uso de aparelhos digitais. Uma série de transtornos mentais é desencadeada por esse uso excessivo; Depressão, ansiedade, e em níveis extremos, a nomofobia, caracterizada pela sensação de mal estar, irritabilidade e agitação provocada pela abstenção do uso do celular por algumas horas. Segundo a revista Marie Claire essa drástica compulsão tem trazido diversos prejuízos no desempenho escolar e laboral de jovens entre 12 e 24 anos.

Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para diminuir os impactos causados pela dependência digital. O ministério da Saúde deve criar campanhas junto aos conselhos regionais de psicologia, capacitando Psicólogos e Médicos a lidar com o vício na Internet, de modo a tratar e prevenir distúrbios mentais ligados á problemática do meio virtual. Além disso, O Ministério da Educação deve dar suporte às escolas e universidades para a realização de palestras ligadas á área da tecnologia com a finalidade de conscientizar os usuários dos perigos ligados aos excessos de tempo em rede. Só assim cobatendo causas e minimizando os efeitos tornaremos nossos jovens menos reféns dessa revolução informacional.