Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 15/03/2021
O quadro “O Grito” (1893), do pintor Edvard Munch, mostra dois personagens, ao fundo da tela, que se mostram negligentes à aflição da figura humana no plano central. Contudo, a falta de empatia não se limita apenas à arte expressionista, já que os jovens que enfrentam a dependência digital vivem algo semelhante. Nessa ótica, vale analisar as causas e consequências dessa problemática na contemporaneidade.
Primeiramente, nota-se que o Estado tem se mostrado ineficiente ao permitir as causas da dependência digital. Isso porque existe uma falha no processo de assistência, uma vez que muitos jovens não recebem o auxílio adequado para solucionar o problema. Passar muitas horas utilizando um aparelho eletrônico sem necessidade pode provocar uma compulsão pelo uso cada vez mais exacerbado, o que pode prejudicar a saúde dos usuários. Desse modo, verfica-se que o Poder Público não tem garantido o bem-estar de toda a comunidade, o que demonstra uma quebra no contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes.
Ainda, evidencia-se que aceitar as consequências da dependência digital sem tomar as medidas cabíveis configura-se como uma banalização do mal. Porém, parte da sociedade tem demonstrado certa apatia diante da ausência de investimento financeiro estatal para a resolução dessa problemática, posto que as consequências dessa dependência são graves, uma vez que, em casos mais graves, esta pode ser comparada ao uso de drogas, que, quando o usuário se abstém, pode apresentar sintomas como taquicardia e irritabilidade, por exemplo. Recorrendo às reflexões da filósofa Hannah Arendt para explanar esse fato, constata-se que, em virtude de uma massificação social, as pessoas vêm perdendo a capacidade de discernir o certo do errado.
Convém, portanto, ressaltar que a dependência digital deve ser superada. Logo, é necessário exigir do Estado, mediante audiências públicas, um auxílio adequado aos que necessitam, a fim de diminuir o número de pessoas que sofrem com o problema. Além disso, reivindicar do Poder Público, através dos órgãos competentes, investimentos financeiros destinados ao combate das consequências desse entrave. Com isso, a falta de empatia se restringiria apenas à obra “O Grito”.