Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 16/03/2021
Em 2020, a Fundação Getulio Vargas, em pesquisa que acompanhou o volume de vendas de aparelhos digitais no brasil e no mundo, constatou que existem mais de 424 milhões de celulares ativos no Brasil. Esse número representa mais que o dobro de habitante do país. Nesse contexto, quando se reflete a respeito da dependência digital dos jovens na contemporaneidade, observa-se que essa carência tecnológica traz consigo causas e consequências danosas a qualidade de vida das novas gerações, por exemplo, a necessidade de pertencimento ao determinado grupo que leva à deficiência na formação da personalidade do indivíduo.
Em primeira análise, no início dos anos 2000, com a difusão da internet, todos os processos comunicativos entre as pessoas e, principalmente, os jovens são regidos pelos meios digitais, de maneira que, até mesmo, as revistas e os jornais já possuem canais digitais para serem veiculados. Segundo o historiador israelense Yuval Harrari, a revolução tecnológica trouxe mudanças radicais na forma do ser humano se relacionar com seu semelhante por meios tecnológicos. Nessa perspectiva, o jovem contemporâneo utiliza esse tipo de tecnologia para manter suas interações sociocomunicativas com seu grupo etário. Desse modo, interação digital é uma questão de sobrevivência social, uma vez que essa realidade é cada vez mais forte nas novas gerações.
Em segunda análise, a falsa percepção da realidade gera no jovens trantornos de ordem psicológicas, haja vista que as redes sociais tonam-se cenários de uma realidade ficcional, onde não extistem defeitos e todos são felizes, escondendo nas publicações sentimentos corriqueiros e inerentes a qualquer ser humano normal como: frustração, tristeza. Segundo o sociólogo polonês Michel Focaut, o ser humano é formando por pilares biológicos, psicológicos e sociais. Sob essa ótica, os fatores sociais e psicológicos formadores da identidade dos jovens são afetados por perspectivas utópicas, com as quais não é possivel construir nem personalidade e nem caráter. Assim, a dependência dos meios digitais tem como consequência a deficiência da formação biopsicossocial das novas gerações.
Portanto, medidas para os jovens usufruirem apenas dos benefícios sociais da era digital precisam ser tomadas. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação, educar essa parcela da população para absorver apenas as vantagens em relação ao uso dos meios digitais, por meio de palestras e seminários em todas as instituições de ensino do pais, que consitirão em esclarecer os usuários que as redes sociais são realidades ficcionais, como as novelas na TV e filmes nos Cinemas, para que aprendam a conviver com as frustrações e não desenvolvam nenhum tipo transtorno de personalidade. Somente assim, o jovem brasileiro poderá ter sua formação biopsicossocial íntegra e sem deficiência.