Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 24/03/2021

Durante o período da Idade Média não existia a concepção de infância, ou seja, os adultos e as crianças recebiam as mesmas tratativas e se diferenciavam apenas na força e estatura dentro do ambiente de trabalho. Diante do exposto, nota-se que, na contemporaneidade, essa não é uma realidade frequentemente observada, visto que uma grande parte dos jovens se tornaram dependentes dos meios tecnológicos de entretenimento. Isso ocorre devido a uma extensa gama de conteúdos manipuladores compartilhados nesse mecanismos, que acarretam, como consequência, problemas para a saúde desses indivíduos.

Em primeira análise, vale postular que a maior parte dos adolescentes ficam presos à realidade virtual por ela fornecer informações atrativas e previamente estudadas, de acordo com os seus perfis, que os atraem viciosamente, fazendo-os negligenciar outras atividades fora desses aparatos. Paralelo a essa afirmativa, cita-se o conceito de indústria cultural defendido pela Escola de Frankfurt, a qual defende que o capitalismo industrial utiliza-se de recursos culturais com o fito de alcançar lucro. Nessa linha de raciocínio, os jogos, as mídias sociais e tantos outros veículos de entretenimento que possuem propagandas durante suas programações, são importantes influenciadores para esse cenário nefasto.        Outrossim, é relevante salientar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vício em “games” é considerado um distúrbio mental. Sob essa ótica, Hipócrates, considerado o pai da medicina, afirmou que, “O homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio.” Nesse viés, faz-se evidente que a utilização exacerbada de recursos digitais tornou-se um obstáculo para o bem-estar social e material, haja vista que uma grande porcentagem desses adolescentes sofrem de sedentarismo, por passarem um tempo sem se movimentarem corretamente, e são expostos a doenças psicológicas, como a depressão, ansiedade e entre outras.

Portanto, são necessárias medidas capazes de atenuar a problemática debatida. Logo, urge que o Poder Legislativo - responsável pela criação das leis - formule normas legais que proíbam os menores de 18 anos de utilizarem os mecanismos digitais acima de uma período considerado de risco à saúde, criando bloqueadores nos dispositivos quando eles ultrapassarem o tempo estipulado. Essa ação terá o apoio das escolas e dos pais, que terão a obrigação de fiscalizar constantemente essa parcela da população, com a finalidade de diminuir a ocorrência de distúrbios mentais na atualidade. Ademais, cabe ao Poder Executivo municipal de cada região, proporcionar caminhadas sem a utilização de celulares. É importante que o incentivo a participação desse grupo social nesse projeto seja intenso, para que, assim, todos os jovens se exercitem e consigam sair do ambiente digital vivenciado por eles.