Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 19/03/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as causas e consequências da dependência digital dos jovens, dificultando deste modo, universalização deste direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os impactos da dependência digital dos jovens. Nesse sentido, é perceptivel que o Ministério da Educação não dá valor para formação de um cidadão, mas somente ao estudo didático, essa falta de ensinamento sobre a gestão de tempo de produtos digitais acarreta em uma geração com problemas de socialização, pelo vicío digital. Essa conjuntura, segundo as ideias do contratulista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direios indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de rigor dos pais como impulsionador deste problema do século XXI. Diante de tal exposto, com a criação da ‘‘Lei da palmada’’ em 2014, os jovens se tornaram mais desobedientes em relação a geração anterior a esta tecnologia revolucionária. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Deprende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Pra isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio da criação de um projeto que foque em evoluir o desenvolvimento pessoal de cada aluno, apresentandodo-lhes a melhor forma de gerenciar seu tempo de frente as telinhas, com a finalidade de compreenderem o bem que fará a eles. Assim, se consolidará uma sociedade mais sistemática, onde o Estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’, tal como afirma John Locke.