Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 22/03/2021

Nas primeiras décadas do século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, o desenvolvimento das tecnologias digitais impactou as formas de relacionamento, visto que mudou o meio humano de comunicação com a  criação das redes sociais. Em contrapartida, esse panorama de progresso não se instalou isento de desafios, uma vez que a população mais nova demonstra cada vez mais subordinação a esses aparelhos. Desse modo, é imprescindível explicitar o principal impulsionador e a principal consequência dessa crise: a estratégia mental irresponsável utilizada pelos sites e a fragilidade do contato real gerada.

Diante desse cenário, é importante frisar que o uso de manipulações cerebrais pelas empresas que controlam o mundo online é o sustentáculo central da dependência digital dos jovens. Nesse sentido, isso pode ser explicado pelo conceito neurocientífico empregado pelos organizadores da dinâmica desses ambientes, já que compreendem que o encéfalo, por ser um órgão acionado por estímulos, sente-se entorpecido com as luzes fortes e o controle rápido de entretenimento que os celulares e os computadores móveis oferecem. Por isso, há a disposição de funções de iluminação e de rapidez dos conteúdos, numa tentativa de impulsionar gatilhos neuronais para obtenção de mais consumidores. Assim, a produção da indústria tecnológica desencadeia vício grave em seus compradores em nome do lucro que conseguem obter com o consumo de seus serviços.

Dessa forma, por conta da perspectiva adolescente ser exacerbadamente voltada às telas desses aparatos, perde-se significativamente a capacidade de socialização presencial. Isso porque, ao analisar-se o novo contexto social que essa mudança comunicativa proporcionou aos indivíduos, é possível perceber o esfriamento da intereção, já que, via redes como o Instagram, Whatsapp e Twitter, a contatação é superficializada por conta da distância dos falantes. Logo, quando num contexto de presença da pessoa com quem se fala, a facilidade de expressão é comprometida pelo costume de introversão gerado pela internet. Então, a aplicação descabida de instrumentos tecnológicos para sociabilizar pode ser um impecilho para a fluidez da convivência futura.

Depreende-se, portanto, a urgência de medidas para resolução da problemática. É mister que o setor empresarial de mecanismos digitalizados, por meio de um contrato com o Governo Federal, que fornecerá subsídios em troca, comprometa-se em regulamentar o espaço computacional de forma a torná-lo saudável para seus usuários. Ademais, o ambiente eletrônico deverá conter limite de horas de aproveitamento para os menores de idade, para, desse jeito, atenuar a submissão dos futuros cidadão a tal meio prejudicial.