Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 25/03/2021

Durante o período da Revolução Técnico-Científica Informacional, houve o aprimoramento da tecnologia, que tinha como intuito a facilidade de comunicação entre pessoas. No entanto, embora a aprimoração da tecnologia tenha sido criada com o propósito de ser um benefício para a sociedade, percebe-se que parte dos jovens utilizam meios digitais de forma excessiva, o que causa uma dependência digital. Isso ocorre devido à negligência governamental, que não promove a divulgação dos maléficios do uso abusivo de tecnologia, e da ausência de consciência da população sobre os possíveis riscos do vício em meios digitais. Assim, torna-se imprescindível a discussão dessas problemáticas, que são um desafio não só para o Poder Público, mas também para todo o corpo social.

Em primeiro plano, pode-se afirmar que os relacionamentos são afetados pela dependência digital. Segundo o sociológo Zygmunt Bauman, essa configuração é uma representação do conceito de ‘‘Modernidade Líquida’’, que se caracteriza pela fragilidade das relações sociais, tendo como consequência o rompimento dos vínculos sociais. Diante dessa perspectiva, é evidente que o uso abusivo de tecnologia impacta na forma em que os índivíduos se relacionam em sociedade, ocasionando no isolamento social e da dificuldade de comunicação que não seja digitalmente. Diante do exposto, é evidente a necessidade de intervenção estatal nesse âmbito.

Outrossim, é válido ressaltar o desenvolvimento de consumismo exarcebado em razão do uso tecnólogico inadequado. De acordo com o filósofo Theodor Adorno, uma característica do sistema capitalista é a indústria cultural, em que há a massificação dos hábitos de consumo da sociedade, visando o lucro de sua ideologia. Visto isso, é notório que o vício em tecnologia pode causar uma alienação e padronização do consumo devido à influência da mídia. Logo, são essenciais ações que demonstrem a importância do combate à dependência digital.

Portanto, fica claro a substancialidade de ir de encontro aos impasses políticos  que corroboram com a perpetuação do vício tecnológico. Para isso, o Ministério da Educação, em conjunto com a mídia, por meio de subsídios arrecadados de impostos, deve promover a criação de campanhas mídiaticas que divulguem os maléficios do uso abusivo de tecnologias e suas consequências, em meios de comunicação como a internet e a TV, com o intuito de conscientizar a sociedade. Somente assim, a tecnologia será um benefício, como foi planejada.