Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 30/03/2021
No ano de 2018 a Organização Mundial da Saúde classificou uma nova doença: A nomofobia, caracterizada pelos sintomas de medo e ansiedade em um indivíduo na ausência de aparelhos digitais. E, se observado o cenário atual da sociedade, notamos o acréscimo nos diagnósticos desta doença, principalmente entre os jovens, que hoje se expressam e relacionam maioritariamente no mundo digital, excluindo as relações interpessoais e entrando em uma dependência tecnológica.
É relevante abordar, primeiramente, que o século 21 é marcado por uma nova dinâmica, a chamada “Revolução Digital”. Atualmente cerca de 3,5 bilhões de pessoas possuem cadastros em alguma rede social, e mais da metade deste número é representado por jovens de 16 a 25 anos, segundo uma pesquisa de 2019, feita pelas empresas americanas Hootsuite e We Are Social. A facilidade nas conexões e rápidas trocas de informação, são, alguns dos muitos motivos que atraem estes jovens, quais vivenciam seu período de maior socialização e desenvolvimento humano, e que, dentro do ambiente virtual, não estão sujeitos a barreiras físicas ou regras impostas pelos pais para navegar na internet, adquirir novos contatos e fazer suas vontades.
Em decorrência disto, porém, percebemos que os jovens ficam imersos no mundo digital e se esquecem do mundo real. O documentário “Dilema das Redes”, produzido pela Netflix em 2020, retrata bem o problema: grandes donos de empresas digitais, visão produzir conteúdos que prendam a atenção dos usuários por mais tempo, fazendo com que eles propositalmente fiquem mais que o período necessário e saudável usando os aparelhos digitais. Isso desencadeia não só uma relação de dependência com os aparelhos e doenças psicológicas, como também afasta os jovens do seu desenvolvimento no mundo real, fazendo com que os diálogos e o convívio com pessoas de um mesmo grupo, como por exemplo a própria família, sejam escassos.
Observa-se, portanto que, as consequências da dependência digital entre os jovens, são prejudiciais à saúde e desenvolvimento destes. Assim, propostas são necessárias a fim de diminuir o tempo gasto pelos usuários no mundo digital. Para que isso ocorra, o Conselho de Segurança Nacional, em coparticipação com o Ministério da Cidadania, deve impor regras normativas às empresas de redes sociais, visando mudanças na programação destas, e estabelecendo critérios para um uso saudável, como indicações do tempo de uso e alertas de excesso do mesmo. Com o intuito, assim, de que os usuários possam tem noções e responsabilidades sob seu consumo das novas mídias digitais, tendo mais autocontrole.