Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 30/03/2021
O filósofo Hegel examinou a natureza humana em termos históricos, percebendo que a realidade era um processo, sempre se movendo adiante, nunca estático, afirmando ser necessário ter equilíbrio entre a harmonia e os desejos da sociedade. Paralelamente a realidade atual, existe um notório desequilíbrio visto que o vício dos jovens brasileiros em celulares afeta o bem-estar da população. Ademais, a ineficiência governamental precisam ser analisados de modo a buscar medidas para melhorar atual realidade.
Para entender esse cenário, é preciso, antes de tudo, destrinchar os diversos fatores que o provocaram. Nessa perspectiva, tem-se o fato de que os mecanismos estatais mostram-se inertes no que diz respeito à elaboração de políticas públicas capaz de sanar o impasse. Assim, em contraste com o que defendia o sociólogo Thomas Hobbes, o Estado tem falhado no papel de garantir o conforto da sociedade. Desse modo, urge a extrema necessidade de alterações estruturais para a ocorrência de melhor qualidade de vida para todos.
Por conseguinte, vê-se uma redução no processo de socialização moderna. Sob esse viés, Émile Durkheim, sociólogo francês defendeu que as modificações nas relações de trabalho no mundo contemporâneo geraram alterações nas ligações interpessoais, as quais ele chamou de “solidariedade orgânica”. Dessa forma, percebe-se o aumento das “bolhas sociais” – as quais são caracterizadas pela restrição dos indivíduos e de suas atividades a determinados grupos de interesse -, decorrente do avanço à internet. Destarte, observa-se que a frequência excessiva do uso dos meios digitais pelos jovens promove implicações nocivas à sociedade, uma vez que o diálogo é dificultado em razão do isolamento crescente dos grupos virtuais, atrapalhando o exercício pleno das atividades democráticas.
De acordo com o quadro apresentado, medidas são necessárias para lidar com a problemática e consequentemente, distanciar a sociedade dessa nefasta realidade que fora apresentada. Portanto, cabe ao Ministério da Educação realizar, em parceria com o Legislativo, por meio da aprovação de um projeto de lei, fomentar o ensino sobre as consequências da dependência digital dos jovens. Tais aulas serão ministradas em forma de palestras, por psicólogos e filósofos, visando a redução dessa problemática no território nacional. Já as mídias televisivas devem promover o debate acerca dos perigos das “bolhas sociais” à democracia. A partir disso, a problemática será amenizada, ou na melhor das hipóteses, solucionada.