Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 17/04/2021
A ciência já comprovou, em exames visuais feitos com jovens e adultos, que o uso excessivo de tela pode afetar a visão de pessoas mais velhas; porém, para os jovens, esse risco é menor, uma vez que suas córneas já estão se adaptando a esse novo formato. Isso demonstra que a dependência digital tem se iniciado precocemente, sendo capaz de alterar o padrão de funcionamento visual. Assim, vale analisar a negligência da família e de órgãos públicos como principais fatores desse vício e dos efeitos que esse mal proporciona aos adolescentes.
Em primeira análise, o uso abusivo de tecnologia dessa geração está associado à falta de controle dos pais, que além de não monitorarem a quantidade de horas do acesso, ignoram também seu conteúdo. Por conseguinte, o vício pode oferecer diversos prejuízos ao indivíduo, como o sedentarismo, a má higiene de sono e até o agravamento de doenças psicológicas.
Em segunda análise, nota-se que esse transtorno não é defendido com seriedade pelos órgãos públicos, isso porque, no Brasil, questões de saúde mental são comumente estigmatizadas. Consequentemente, há carência de ações que intervenham no problema; de tal forma que, sem o apoio dos pais e do Estado, o jovem pode agravar sua doença e ter seu desenvolvimento, assim como sua socialização, comprometidos.
Urge, portanto, o combate à dependência digital juvenil. Logo, é dever da família, definir e acompanhar o tempo médio gasto na internet, além de propor outras atividades para o lazer, de modo que haja maior interação tanto social, quanto esportiva. Ademais, deve haver campanhas alertando sobre os sintomas gerados pelo acesso abusivo de tecnologia, para que possam ser observados e tratados rapidamente. Tais campanhas serão oferecidas pelo Ministério da Saúde e impostas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a fim de respaldar os direitos garantidos por lei à comunidade juvenil.