Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 21/04/2021
A Revolução Técnico-científica alterou o modo de vida de todo o planeta. Aparelhos eletrônicos surgiram e, rapidamente, foram adquiridos por muitas famílias. No entanto, seu uso exagerado, principalmente pelos jovens, pode acarretar problemas a longo prazo. O uso precoce de telas afeta a formação cognitiva de inúmeras crianças e adolescentes e pode ser influenciada pelo comportamento dos pais frente a criação dos seus filhos.
Primeiramente, é necessário compreender a gravidade de entregar um objeto computacional nas mãos de uma criança. A médica Sâmia Marsili, mãe de seis filhos, afirma que o acesso às telas provoca atrofia do córtex cerebral, região do cérebro responsável pelo raciocínio e pela memória, por exemplo. Tal fato não gera dúvidas de que a exposição antecipada aos aparelhos eletrônicos compromete o intelecto dos seus usuários, principalmente os jovens.
Ademais, a criação dos pais também é fator decisivo nesse assunto. Segundo a empresa de cibersegurança Karspersky, “Mais de 70% das crianças têm celular ou tablet próprio antes dos 10 anos.” No entanto, é importante frisar que, apesar do modo de criação dos filhos ser um fator crucial na formação intelectual dos herdeiros, esse dado não necessariamente demonstra a parcela de culpa dos genitores nesse processo, porque muitos deles não estão cientes das consequências do uso de eletrônicos acima citadas..
Dessa forma, é necessário promover maior alcance dessa informação à população brasileira, em especial aos pais. A distribuição grátis do material dos cursos da doutora Sâmia Marsili pode ser um bom começo. Para isso, é preciso estabelecer um diálogo entre os órgãos governamentais e a acessoria da médica, para que se negocie um preço razoável e que não pese muito nas contas do Estado. Assim, quem faria a devida distribuição do material, disponível na forma de vídeo e e-book, seriam voluntários escolhidos pelo governo. Por consequência, o uso de telas diminuiria e o cognitivo dos jovens seria completamente formado, decrescendo os níveis de má formação racional.