Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 22/04/2021

A invasão do mundo digital

A Revolução Técnico-Cientifico-Informacional teve como transformações na sociedade civil o avanço da tecnologia presente em diversas áreas do conhecimento. A Revolução da informação gerou uma desconstrução de todas as relações e conceitos de espaço e tempo, afrouxando a dicotomia real-irreal.

A princípio, o iluminista calvinista Benjamin Franklin ao dizer “tempo é dinheiro”, seu célebre ditado, estaria prevendo o rearranjo do conceito de tempo para a sociedade capitalista moderna, que teve como decorrência de seu próprio crescimento a informatização. A informatização dos negócios e firmas fizeram com que tornasse obrigação a criação de doppelgängers digitais para marketing e propagação dos seus serviços e, por conseguinte, de seu próprio sucesso, poupando tempo e se espalhando melhor pelo espaço, porém se torna obrigatório a informatização dos serviços prestados para o alcance das metas e da prosperidade financeira do(s) indivíduo(s) de certa corporação, a mesma encontrando-se diante de uma bifurcação: informatizar ou falir, o vício logo é iminente.

De acordo com S. B. Costa são necessários estímulos externos que proporcionam o desenvolvimento das fibras nervosas para ativar o cérebro e produzir habilidades, o vício em aparelhos eletrônicos afeta a saúde emocional e física, alienando-o do mundo exterior, perdendo a sensibilidade aos estímulos que o cerca pondo em risco o seu próprio desenvolvimento mental, percepção de mundo como também as noções de espaço e tempo que compõem a coletividade, tornando cada vez mais tênue a linha que separa o real do irreal, trazendo problemas mais catastróficos a sociedade civil. Com o termino da dicotomia que divide o real do digital a estrutura que compõe a sociedade civil é rearranjada e inteiramente destruída, por conseguinte, há a iminência de uma profética invasão do mundo digital ao real.

A melhor forma de se evitar uma invasão é se proteger. Deve-se tomar medidas para barrar o crescimento do vício digital, monitorar o uso de aparelhos eletrônicos dos filhos e do próprio individuo, porém, cabendo ao governo a conscientização dos problemas causados pelo vício a individualidade e a coletividade afim de defender a sociedade dos males da Revolução Técnico-Cientifico-Informacional e de sua invasão intrépida.