Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 26/04/2021
§No livro “O cérebro que se transforma”, o psiquiatra canadense Norman Doidge explica como ao cérebro humano é plástico e adaptável. Paralelamente, essa mutabilidade, em um contexto de uma sociedade pós-industrial, é marcada pela depêndencia digital dos jovens, muitas vezes caracterizando o vício, ou seja, uma doença. Dessa forma, o controle das redes sociais sob os usuários e a falta de sociabilidade dos mesmos são pilares que sustentam essa problemática.
§A priori, o monitoramente de atividade dos usuários feitos pelos aplicativos digitais se torna um catalisador para a dependência dos usuários nessas plataformas. O documentário “O dilema das redes” exemplifica como o controle dos internautas é extremamente planejado pelas grandes empresas do Vale do Silício para que aqueles fiquem o maior tempo possível em frente às telas. Assim, é inegável que a metodologia dessas redes sociais não só estimula diretamente no vicío de muitas pessoas, como também agrava os sintomas dessa doença.
§Outrossim, uma extrema submissão digital hodierna influencia diversos aspectos da sociedade, dentre elas, pode-se destecar uma esfera social como a mais prejudicada. No livro “Sapiens” o historiador israelense Yuval Harari retrata a importância do convívio social desde o período paleolítico, sendo, portanto, uma caracteística indiscutível da natureza humana. Entretanto, com a subordinação de muitos ao meio digital, ocorre um processo de dessocialização do indivíduo. Logo, a principal consequência dessa dependência é justamente contrária à natureza humana social.
§Conclui-se, portanto, que o cotrole digital de usuários e o afastamento do convívio convergem social para a definição desse vício. Para que os aplicativos do meio digital não perpetuem essa doença, exortar que essas empresas, como grande difusoras que são, respeitem os internautas quanto a sua privacidade, por meio de um desing ético de suas plataformas. Ademais, faz-se necessário o incentivo da sociedade menos afetada por essa dependência para estimular práticas sociais daqueles acometidos por esse vício. Somente dessa forma, a plasticidade cerebral retratada por Norman Doidge não se adaptará a uma contemporaneidade menos social e mais digital.