Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 06/05/2021

O episódio: ‘‘Queda Livre’’ do seriado Black Mirror, mostra uma sociedade na qual para ascender socialmente é necessário ter o maior número possível de “likes” nas fotos pessoais que são postadas em uma rede social similar ao Instagram. Diante desse cenário, a protagonista se vê tão dependente desse meio digital que acaba perdendo seus amigos, o trabalho e alguns familiares que não a suportam mais. Fora das telinhas, esse mundo imaginário no qual curtidas são obrigatórias para crescer socialmente não existe, no entanto, ele já faz parte da vida particular de muitos jovens que já são dependentes das tecnologias digitais. Sendo assim, analisar esse problema é muito importante.

Outrossim, é válido lembrar que a internet e os diversos meios digitais existentes hoje no mundo são ótimas ferramentas de auxílio no trabalho, nos estudos e até mesmo como entretenimento nos momentos vagos. Porém, o uso excessivo das ferramentas digitais como: redes sociais, jogos de computador, celular, videogame e aplicativos de smartphone podem gerar sérios problemas sociais. Isso ocorre, pois, jovens que são digitalmente dependentes tendem a se isolar fisicamente das outras pessoas, fato esse que favorece o surgimento de doenças como a depressão e a ansiedade. Segundo o médico Dráuzio Varella, os jovens de hoje são expostos a um nível tão grande de informação, que muitas vezes não sabem filtrar aquilo que de fato é importante.

Ademais, é interessante perceber que na contemporaneidade, os jovens tem acesso cada vez mais precoce as telinhas. Isso ocorre pois quando ainda são bebês os pais percebem que a tela interativa de um tablet gera interesse nas crianças, fator esse que faz com que elas fiquem quietas por alguns instantes, dando aos pais aqueles minutos de paz que eles precisam. No entanto, ao crescerem sendo diariamente expostas a isso, elas tendem a não desenvolver empatia social, fato esse que pode gerar nelas o falso sentimento de não pertencimento a sociedade, resultando assim em indivíduos infelizes e incompletos que não se adaptam ao próprio mundo em que vivem.

Fica evidente, portanto, que os meios digitais precisam ser ferramentas de auxílio para os afazeres diários e não como fatores indispensáveis a vida. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação crie uma disciplina que será ministrada uma vez por mês aos pais e alunos das escolas com a finalidade de mostrar o quanto a tecnologia tende a ajudar, caso seja usada de forma correta e o quanto ela pode ser prejudicial caso seja usada de forma excessiva. Para as crianças, a matéria será direcionada somente aos pais que se reunirão uma vez por mês no auditório da escola. Esses encontros ocorrerão a fim de que os pais saibam aquilo que deve ser passado ao filho e filtrar aquilo que não deve ser transmitido a ele. Somente assim, haverá jovens menos dependentes dos mecanismos digitais.