Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 28/04/2021
Na obra “O amor nos tempos do cólera”, de Gabriel García Marquez, o jovem Florentino depende do telégrafo para se comunicar com a sua amada e, posteriormente, fica doente ao perder essa comunicação. Fora da ficção, a juventude contemporânea se assemelha ao personagem no que diz respeito à dependência digital, uma vez que essa é uma característica evidente da “Geração Z”, ou seja, os nascidos a partir de 1995. Sob esse viés, é válido analisar as causas, bem como as consequências desse fenômeno.
É relevante abordar, a princípio, que a Internet surgiu junto com os jovens contemporâneos que fazem parte da “Geração Z”. Nesse sentido, a tecnologia é capaz de facilitar a vida humana em muitos aspectos, como por exemplo, o serviço de compras online. Contudo, pela falta de educação digital dos usuários, a dependência eletrônica é uma realidade e um problema da juventude atual. Sob essa ótica, “O dilema das redes”, documentário da Netflix, evidencia como a tecnologia, através dos algoritmos, pode ser viciante para quem a usa sem ter senso crítico. Assim, a inexistência de conhecimento e a manipulação digital são as causas desse grave problema.
Outrossim, nota-se que as consequências da dependência digital constituem a nomofobia, isto é, o medo de ficar sem aparelhos tecnológicos. Dessa forma, o usuário com esse transtorno pode apresentar ansiedade e depressão, dado que o serviço digital se torna um vício patológico. Tal fato é potencializado nos jovens da contemporaneidade, pois, de acordo com a psicologia freudiana, é na juventude que o indivíduo molda sua personalidade e, por consequência, traumas, como a compulsão eletrônica, o afetam de forma significativa até a maturidade.
Portanto, para que a juventude atual não adoeça como Florentino, medidas são necessárias. Dessarte, o Ministério da Educação, em Parceria com o Ministério da Saúde, deve criar um programa, que pode se chamar “Educação digital”, a fim de evitar o vício eletrônico e a nomofobia causados pela manipulação digital. Esse programa pode ser feito por meio de campanhas, nas escolas e nas mídias sociais, que promovam o conhecimento eletrônico e a noção de quando o uso da tecnologia se torna uma doença, além de informar e disponibilizar o tratamento da patologia. Desse modo, a “Geração Z” estará segura no ambiente digital.