Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 01/05/2021
O filme “Radioatividade”, lançado na Netflix, mostra a evolução da cientista Marie Curie e de seu descobrimento químico, o elemento polônio, tal descoberta fez com que diversas pessoas ficassem viciadas em seu uso, colocando o radioativo em produtos domésticos, esse ato, em pequenas doses, adoecia e matava os seus usuários. De forma análoga, a depêndencia digital dos jovens nos dias atuais, ocorre pelo mesmo modo operante, o vício, porém afeta principalmente a saúde mental dos usufruidores. Nesse víes, dois aspectos apresentam-se como obstáculos para atenuação desse problema: a falta de percepção da família do dano causado por eles e o controle mental que alguns aparelhos tecnológicos causam nos usuários.
Em primeiro lugar, diversas vezes os próprios aplicativos digitais, desejam que os usuários viciem-se neles, produzindo conteúdos que encantem-os e assim mantenham-os na plataforma por um maior tempo, um exemplo disso é o aplicativo tiktok, cuja “timeline” é infinita. Contudo, esse tipo de alienação não só causa sérios problemas de miopia, como também ocasiona transtornos mentais. Um exemplo, que é possível citar, é a animação “Croods 2”, no qual o personagem vicia-se numa espécie de televisão e quando retirado do seu novo entretenimento, ficava extremamente agressivo.
Paralelo a isso, é necessário ressaltar, que a atenção dos pais nos filhos e no que consomem é de suma importância, além do controle de tempo do que é saúdavel ficar na frente de uma tela. Contudo, como diz Zygmunt Bauman, a população vive numa Modernidade Líquida, ou seja, as relações interpessoais é de extremas fragilidades, nesse contexto, os pais ao não querer brigar com o filho para faze-lo sair da frente do aparelho, preferem deixá-lo e manter um “bom relacionamento”. Porém, toda essa liberdade, só faz com que a criança fique suscetível a trastornos psicológicos e tornar-se um adulto sem limites.
Mediante o panorama exposto, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto com o Ministério da Educação, deve atuar a favor dos jovens, por meio de ações efetivas, como a criação de palestras e propagandas, que mostrem o quanto pode ser prejudicial o vício na tecnologia, de forma a atingir os pais, assim garantindo uma maior consciência deles, ao não permitir que seu filho fique alienado. Além disso, é imperativo a criação por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de filmes que mostrem o prejuízo causado pelo vício na tecnologia, de forma a utilizar elementos fantasiosos e de ação para prender a atenção da criança e ao mesmo tempo alerta-la, porém sempre mantendo uma linha tênue com a realidade. Desse modo, visando uma realidade que seja incompáravel com um elemento radioativo.