Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 07/05/2021

A constituição brasileira de 1988, o documento jurídico mais importante do país, prevê no seu artigo 6, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, ao analisar as causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade, percebe-se que na realidade, os ideais da Carta Magna não são cumpridos. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de interesse governamental, quanto da falta de conhecimento dos pais sobre a temática. Diante disso, tona-se fundamental sobre a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, é inevitável pontar que o problema deriva da baixa atenção dada pelo Estado, no que concerne à educação sobre o uso da tecnologia e seus riscos. Devido à falha na atuação das autoridades, hoje, no país, um em cada quatro adolescentes é viciado na internet, aponta estudo feito pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). Sendo assim, o uso descontrolado prejudica o desenvolvimento sociocultural do jovem, visto que ele não tem contato com outras pessoas, criando uma disparidade entre o mundo real e virtual. Desse modo, é imprescindível o investimento em instruções básicas sobre cibercultura e os riscos do consumo excessivo da tecnologia.

Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de conhecimento dos pais sobre o assunto é vista como um promotor do problema. De acordo com o blog “Personare”, 82% dos responsáveis ​​não sabem o que seus tutelados acessam na internet, o que deixa uma brecha para diversos fatores negativos como: dependência digital, ansiedade, déficit de atenção e comunicação. Contudo, é fundamental que para isso não ocorra, os adultos também tenham acesso a informações claras de como ter controle sobre as crianças e o que elas acessam. Logo, é inevitável que mudanças no ensino básico devem ser feitas, para que os futuros pais já saibam lidar com essas situações.

Fica claro, portanto, que são essenciais para o controle do avanço da problemática na nação brasileira. Dessa forma, com o intuito de reduzir os impasses abordados, necessita-se, imediatamente que o Ministério da Educação, órgão supremo responsável pelo ensino, promova aulas sobre cibersegurança e prevenção de riscos psicológicos no uso demasiado das redes, por meio da inserção desse conteúdo na grade curricular. Além disso, esta mesma instituição precisa criar palestras interativas entre pais e filhos periodicamente nas escolas, para mostrar na prática como utilizar os recursos disponíveis para o combate desse obstáculo. Somente assim, será possível estabelecer uma cultura do uso consciente das mídias digitais e diminuir os índices apontados pelo Instituto de Psiquiatria da USP.