Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 10/05/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que a Revolução Científica, a partir de 1990, tenha possibilitado o acesso das pessoas pela Internet, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que o excesso pode causar dependência digital. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do mau uso incentivado desde a infância, bem como a necessidade das pessoas em compartilhar tudo acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, é indubitável que a maior parte das crianças são incentivadas a utilizar o celular como um distrator, permitindo assim que as mães façam as necessidades diárias. Posteriormente, tentar tirar o aparelho eletrônico é motivo de desespero para quem já foi induzido a gostar dos aplicativos, vídeos, entre outros. Diante desse pressuposto, fica claro o motivo de cerca de 20% dos brasileiros, que fazem uso das redes sociais, sofrerem com o vício pelo sistema de comunicação, como Facebook, Instagram e YouTube, segundo a Organização Mundial de Saúde. Desse modo, é preciso que medidas sejam tomadas, em virtude de resguardada a educação infantil.

Sob um segundo enfoque, no livro “A sociedade do Espetáculo”, do Filósofo Guy Debord, aborda que todas as pessoas vivem como se suas vidas fossem um espetáculo. Em consonância a realidade, é evidente a necessidade de expor os melhores momentos, as melhores fotos, tanto quanto as conquistas, sendo que nem sempre isso acontece. Desse modo, ocorre constantemente a comparação entre as pessoas, de forma inevitável, porém muitas vezes agressiva. Com isso, é notório o uso intensivo das redes socias, como forma de tentar se enquadrar, podendo gerar ansiedade, depressão, estresse, entre outros.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas redes de ensino público, sendo administrado por profissionais psicólogos, para que seja exposto aos pais os problemas que o uso do celular na infância dos filhos pode gerar, a fim de superar a dependência futura. Além disso, cabe ao Governo programar o uso das redes sociais com limites de tempo, sendo um fator que irá contribuir para o acesso moderado, amenizando a coerção negativa das massas. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.