Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 09/05/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas, no entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega uma vez que a dependência digital dos jovens no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico pode ocasionar tanto a má alimentação, quanto aos problemas psíquicos. Diante disso, torna se fundamental a discussão desse aspectos, afim de pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a má alimentação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam taís recorrências. Segundo o pensador Thomas hobbe, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, o uso excessivo de celulares e computadores estão desencadeando uma má alimentação entre os jovens, em vista de que eles perdem muito tempo em frente á tela, que acaba passando do tempo de se alimentarem, e quando alimenta, consome mais do que o essencial, podendo levar a vários problemas de saúde como a obesidade. Desse modo, faz se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar os problemas psíquicos como impulsionador do problema. De acordo com a OMS ( Organização Mundial da Saúde), saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença. Partindo desse pressuposto, percebe-se, que a depressão e vários outros problemas psícologicos, tem como ponto de partida o isolamento social, visto que o jovem passa a maior parte do tempo isolado e conectado. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o distanciamento social contribuí para a perpetuação desse quadro deletério.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Poder público deve criar projetos de incentivos ao lazer e a cultura, promovendo a inserção dos jovens na sociedade. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas e comunidades, palestras e rodas de conversas, ministradas por psicólogos e nutricionistas, que discutam o combate a dependência digital e como ter uma alimentação saudável, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.