Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 16/05/2021

O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra Cidadão de Papel, afirmou que a consolidação de uma sociedade  democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar as razões do uso abusivo da tecnologia entre os mais jovens e os danos causados, constata-se  que na prática a sociedade presente não tem seus direitos pragmaticamente assegurado na prática.

Em primeira análise, torna-se evidente a influência do fator sociocultural. Sob tal perspectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Neste sentido, a proposta do sociólogo pode ser aplicada quando se analisa um cenário antagónico, fruto de uma compulsão digital que vai além do uso cotidiano tornando-se nomofobia, sendo necessário intervenção de profissionais da saúde mental.

Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia das leis corrobora com a persistência da vicissitude. A esse respeito, o filósofo grego Aristóteles afirmou que o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadãos.  Nessa lógica, a conjuntura vigente contrasta o ideal aristotélico, posto que o uso digital adquiriu um papel vital nessa sociedade hodierna em que a envoltura contribui para um quadro deletério para  qualidade de vida. Assim, medidas precisam ser tomadas pelas autoridades competentes, a fito de atenuar o revés.

Interfere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Logo, a mídia por intermédio de programas televisivos de grande audiência, irá discutir o assunto com profissionais especialistas nessa área, com objetivo de mostrar as reais consequências do problema e apresentar uma visão crítica do impasse. Em adição, o Congresso Nacional irá formular artigos juridicos para intensificar a punição àqueles que violarem as leis contra a tese em questão. Feitos esses pontos, com a visão crítica de Durkheim e a justiça de Aristotélis , a sociedade brasileira deixará de ser uma sociedade de papel.