Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 27/05/2021

No livro “O Ceifador”, a inteligência artificial cresceu de tal modo que passou a controlar as ações de toda a população mundial. Apesar de ficcional, a narrativa se assemelha com a realidade, visto que, infelizmente, cada vez mais jovens têm-se tornado reféns das tecnologias. Nessa conjuntura, faz-se imperiosa a análise das causas e consequências da dependência digital.

Constata-se, a princípio, que, segundo o sociólogo Michael Focault, o poder se articula por meio de ferramentas que promovem controle e coerção. Dessa forma, os meios tecno-informacionais, quando usados sem consciência e supervisão, viram “vilões” da saúde mental, uma vez que são capazes de dominar a vida de seus usuários - exercendo poder sobre eles- os fazendo propenços à doenças como  a depressão, a ansiedade e o estresse.  Evidencia-se, portanto, a necessidade de que familiares acompanhem crianças e adolescentes na utilização da internet, visando instruir o uso correto e não excessivo.

Ademais, vale ressaltar que conforme foi elencado com os sociólogos da escola de Frankfurt, Theodor Adorno e Max Horkheimer, a indústria cultural, que se propaga de forma “online”, provoca uma massificação de ideias e conceitos. Paralelamente a isso, a dependência digital, provoca a ausência de censo crítico, gerando alienação política e social. Desse modo, o corpo docente exerce papel fundamental para conduzir indivíduos a reflexão da problemática, mostrando a necessidade de possuir posicionamentos particulares e concretos, impedindo a forte influência das mídias sociais.

Infere-se, portanto, que é imprescíndivel que o problema seja mitigado, buscando tornar os jovens livres de quaisquer tipos de manipulação e domínio. Urge ao Ministério da Educação, a elaboração de projetos escolares que promovam o debate entre alunos e professores, objetivando elencar os prejuízos do uso desenfreado das tecnologias. Além disso, é indispensável que os tutores de crianças e adolescentes desenvolvam o hábito de supervisionar o tempo de uso de aparelhos eletrônicos, propondo tarefas de lazer e entretenimento fora do âmbito virtual. Só assim, histórias como a do livro “O Ceifador”, jamais deixarão de se tornar uma utopia, estando cada vez mais distantes da realidade.