Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 02/06/2021
A dependência digital ocorre quando o indivíduo passa a desvincular-se da sociedade para passar mais tempo online, o vício é identificado a partir do momento em que o uso compulsivo afeta outras áreas de sua vida. Semelhante ao que acontece na sociedade brasileira, a dependência digital dos jovens prejudica suas relações sociais, gera perigos à saúde mental e baixa autoestima, isso decorre devido ao vício que os próprios pais já possuem e ao isolamento social.
A priori, de acordo com a teoria da tábula rasa do filósofo John Locke, “todo conhecimento adquirido é pautado em experiências vividas por meio das relações sociais”, o indivíduo é como uma “folha em branco” e quando nasce, é dever da família educá-lo. Porém, não é isso que ocorre, visto que na contemporaneidade, os pais também estão sujeitos a serem dependentes digitais e isso permitiria seus filhos não só repetirem esse comportamento como também serem educados por influenciadores da internet. Dessa forma, nota-se que o jovem, por ser como uma “folha em branco”, não possui noção do bem e do mal, e tende, na maioria das vezes, a repetir o comportamento de seus responsáveis, no entanto, sem a mesma maturidade de um adulto nas redes.
A posteriori, o uso compulsivo da tecnologia dá-se em virtude do afastamento social imposto pela pandemia do coronavírus, visto que a relação com outros tende a ser online para evitar a disseminação do vírus, assim, obrigando a utilização de redes sociais para a comunicação e ocasionando em um possível vício. Para a sociologia, o ser humano é essencialmente um ser social, está sempre se relacionando, pois, é uma exigência para sua existência, isso porque as pessoas são propensas a viver com outras para constituir uma família, uma associação ou uma comunidade. Nesse sentido, o isolamento social é responsável pelo vício do uso da internet, já que é necessário para a saúde mental estar em contato com alguém e a solução é pelas redes.
Observa-se, nesse viés, que o uso compulsivo das redes é o que prejudica as relações sociais e gera perigos à integridade mental. Nessa lógica, é imperativo que a escola, mediante a plataformas midiáticas, conscientize e divulgue ideias que digam a respeito das consequências da dependência digital, para assim, mitigar o vício na internet. Além disso, cabe ao Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizar programas de acompanhamento psicológico, por meio de encontros semanais de acordo com as normas da pandemia, visando auxiliar no bem-estar mental durante o período da quarentena, só assim o indivíduo não sofrerá sérios danos devido ao isolamento e nem se viciará em redes sociais.