Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 01/06/2021
As brincadeiras na rua foram substituídas pelo celular. Anos atrás, era muito comum ver jovens brincando na rua até tarde, sentados nas calçadas conversando. Atualmente, o comum é ver crianças que só se acalmam em frente das telinhas. Adolescentes reclusos, antissociais, aéreos, que não sabem lidar com outra realidade que não seja virtual. Por isso, os vínculos familiares se alargam, dificultando o diálogo, o desempenho escolar passa a despencar e a difculdade de lidar com problemas e de se relacionar, torna a inserção no mercado de trabalho muito mais difícil. Além disso, o vício nos aparelhos eletrônicos adoece a juventude e, consequentemente, aumenta os índices de doenças psicológicas.
Constata-se que cerca de 25% dos jovens são, de fato, dependentes digitais. Atividades corriqueiras já não podem ser realizadas sem que o celular esteja ao alcance. Por conseguinte, estes não conseguem moderar o tempo gasto no celular, acabam deixando os estudos de lado e se prejudicando na escola. Bem como no âmbito familiar, em que o diálogo e o afeto se torna escasso, prejudicando a troca de experiências e aprendizados, transmissão das tradições, costumes e valores, o que corrompe a formação do caráter do indivíduo. Inclusive, é possível observar que muitos pais dão acessoa aos aparelhos eletrônicos às crianças muito cedo, a fim de terem “sossego”, transformando-os em dependentes cada vez mais cedo. Ademais, a falta das relações interpessoais, forma jovens reclusos que não sabem lidar com problemas e situações.
Analogamente, no Japão, por exemplo, os chamados “otakus”, que preferem manter relacionamentos virtuais com animes, agravam o problema da natalidade baixa do país, pois não demonstram nenhum interesse no sexo real, mantendo-se absortos em suas fantasias, e continuam assim até a fase adulta. Grande parte dos dependentes digitais negligenciam responsabilidades e obrigações e ultilizam a internet como uma válvula de escape da vida real. Nesse contexto, o Hospital das Clínicas, em São Paulo, atendeu um jovem que passou 55 horas jogando direto. Além disso, o vício pode afetar diretamente a saúde, causando diversos problemas.
Dessarte, é notável a necessidade de consientizar os pais a limitar o tempo que os filhos passam em frente às telinhas, através de palestras disponibilizadas pela escola, em que seriam apresentados passatempos alternativos. Além disso, as escolas podem, em parceria com as prefeituras, oferecerem atividades recreativas educativas, como artes marciais, visuais, danças e esportes, duas ou três vezes por semana, a fim de ocupar o tempo livre dos jovens com algo saudável e evitar que eles se tornem pessoas dependentes e com tantos problemas em se encaixar no mundo real.