Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 05/06/2021
A Terceira Revolução Industrial, proporciona diversos avanços tecnlógicos que possibilitaram a ascensão do uso de aparelhos eletrônicos, como celulares e computadores. Por causa disso, o mundo atual não sobrevive sem o uso diário da tecnologia, principalmente os jovens, visto que já nasceram em um ambiente dependente de máquinas, por conseguinte, muitos deixaram de interagir socialmente, comer, e até estudar para ficar nas telas, de modo que é uma prioridade discutir as causas e consequências do vício digital.
É fato que um indivíduo emocionalmente abalado tende a buscar formas para fugir dos problemas, uma delas é a internet. Isso acontece quando a carência afetiva, falta de motivação,e bullyng perpetuam no dia-a-dia da pessoa em questão, situações que ocorrem com mais frequência durante a juventude, por exemplo, o filme “O circúlo” retrata uma jovem que aceita ser gravada 24 horas por dia, tendo como telespectadores a população mundial, a recompensa é dinheiro, que será usado para o tratamento do seu pai doente, o longa mostra a nova necessidade humana de estar na internet, ser curtido, e amado nas redes socias, gerando uma vulnerabilidade que pode afetar drasticamente a vida real, com semelhança ao uso exarcebado da internet.
Além disso, a depedência digital já é categorizada como uma doença mental pela OMS (Organização Mundial de Saúde), chamada de Nomofobia, relacionada ao medo de ficar sem celular, ou sem outras tecnologias como computadores e videogames ou seja quanto maior o vício, maior uma fobia. Consoante a obra literária “Ensaio sobre a Cegueira” de José saramago que evidencia a cegueira do indivíduo, o qual o impedir de enxergar os acontecimentos ao redor, que gera uma falta de percepção dos fatos, semelhante aos nomofóbicos, pois eles vivem em uma bolha social que está predisposta a mantê-los cegos e presos no mundo virtual. Assim sendo, a maior consequência da obsessão em estar conectado.
Com o objetivo de que uma nomofobia seja tratada com mais seriedade é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com uma OMS, realize rodas de conversa e palestra nos bairros, escolas e shoppings, ambientes que possuem núcleos familiares afim de expor os perigos das longas horas em como “telas pretas”. Ademais, o Estado deve criar novos espaços de lazer e cultura, como parques, ginásios e teatros voltado para jovens e a família, uma tática que garantirá uma redução do tempo gasto “on-line”, usando uma internet para fazer upload nas redes sociais atingindo esse núcleo específico de pessoas. Dessa forma os jovens e seus pais podem se reconectar enquanto se divertem e conversam diminuindo o sentimento de carência pelo imposto imposto pelo mundo digital.